<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838</id><updated>2011-07-07T22:52:30.671-07:00</updated><title type='text'>budonga</title><subtitle type='html'>budonga! budonga! budonga!

the poly(contra)environmental &amp; pornoecological (b)logos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>52</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-2870659310571036391</id><published>2010-01-15T07:18:00.001-08:00</published><updated>2010-01-15T07:18:51.925-08:00</updated><title type='text'>um insecto chamado budonga</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S1CHVoVfipI/AAAAAAAABAE/VyGs2x9TJpE/s1600-h/767px-Ochropleura_plecta01.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 313px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426986356656016018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S1CHVoVfipI/AAAAAAAABAE/VyGs2x9TJpE/s400/767px-Ochropleura_plecta01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-2870659310571036391?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/2870659310571036391/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=2870659310571036391' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2870659310571036391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2870659310571036391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2010/01/um-insecto-chamado-budonga.html' title='um insecto chamado budonga'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S1CHVoVfipI/AAAAAAAABAE/VyGs2x9TJpE/s72-c/767px-Ochropleura_plecta01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-3876040071293036481</id><published>2010-01-09T02:11:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T02:17:29.505-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S0hXgrYHZdI/AAAAAAAAA_8/GL-Wly0DqxA/s1600-h/laundry.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 370px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424681970079065554" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S0hXgrYHZdI/AAAAAAAAA_8/GL-Wly0DqxA/s400/laundry.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade continua a ser exemplar, mesmo com os seus tiques modernistas, passados mais de 80 anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tupi, or not tupi that is the question.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaig-ne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só podemos atender ao mundo orecular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instinto Caraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catiti Catiti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imara Notiá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notiá Imara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ipeju*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus é a consciência do Universo Incriado. Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria é a prova dos nove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No matriarcado de Pindorama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimamos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegria é a prova dos nove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modus vivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa independência ainda não foi proclamada. Frase típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha." (Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-3876040071293036481?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/3876040071293036481/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=3876040071293036481' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3876040071293036481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3876040071293036481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2010/01/o-manifesto-antropofago-de-oswald-de.html' title=''/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S0hXgrYHZdI/AAAAAAAAA_8/GL-Wly0DqxA/s72-c/laundry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-4834576925467270318</id><published>2010-01-09T01:57:00.000-08:00</published><updated>2010-01-09T02:10:59.158-08:00</updated><title type='text'>À descoberta de percursores</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S0hWK0RGJCI/AAAAAAAAA_0/IK1BQnAsiUE/s1600-h/bailarico.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424680494996792354" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S0hWK0RGJCI/AAAAAAAAA_0/IK1BQnAsiUE/s400/bailarico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ignorância da história faz partidas. A Homeostética foi filha do neo-canibalismo que fez dela a sua revista e depois "movimento". Picabia, que também foi dadaísta (o mais mal-dicente dos dadaístas) publicou uma revista chamada Cannibale. Mas onde o Canibalismo teve uma expressão mais clara (uma década depois de Picabia - e provávelmente por causa dele) foi no Brasil. Oswald de Andrade dá conta dos temas do "nosso" Manifesto neo-canibal nos seus dois manifestos Poesia Pau-Brasil dos anos vinte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo o primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, crítica, donas de casa tratando de cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo: o teatro de base e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Ágil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia Pau-Brasil, ágil e cândida. Como uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sugestão de Blaise Cendrars: - Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma única luta - a luta pelo caminho. Dividamos: poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadro de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho...Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado - o artista fotográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não se inventou uma máquina de fazer versos - a havia o poeta parnasiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 1a) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Mallarrmé, Rodin e Debussy até agora. 2a) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síntese&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O equilíbrio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acabamento de carrosserie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invenção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova perspectiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova escala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho contra o detalhe naturalista - pela síntese; contra a morbidez romântica - pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão de ótica. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova escala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O reclame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloqüente, um pavor sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos a base dupla e presente - a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a álgebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas, nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado de inocência substituindo o estado de graça que pode ser uma atitude do espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oswald de Andrade (Correio da Manhã, 18 de março de 1924)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-4834576925467270318?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/4834576925467270318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=4834576925467270318' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/4834576925467270318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/4834576925467270318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2010/01/descoberta-de-percursores.html' title='À descoberta de percursores'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/S0hWK0RGJCI/AAAAAAAAA_0/IK1BQnAsiUE/s72-c/bailarico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-7025605623779743370</id><published>2009-03-05T06:45:00.001-08:00</published><updated>2009-03-05T06:49:08.615-08:00</updated><title type='text'>re-pré-homeo (6)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJOJ8ZBI/AAAAAAAAA_c/hIGOT_u15QY/s1600-h/burgues.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 395px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJOJ8ZBI/AAAAAAAAA_c/hIGOT_u15QY/s400/burgues.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309715531786118162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;VARIAÇÕES NEO-NEO-CANIBAIS (g’anda propaganda!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui como uma espécie de aquém imanente? Disléxica luz, velocidade andaluz. Lições ofegantes, dissimulacros galantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eterna e badalada balada do não-dinheiro? – a nossa pulsão passa ao lado das espinhosas contradições da economia e  dos êxtases palermas do mercado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folklore de ansiedades constantemente ultrapassantes – futurismo de banda-desenhada, dansa anti-arcaica e com horror a modernices de ocasião – consciencia ops! e upa, e paf!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infraísmo – sempre de baixo, com um tesão serpentino, poli(a)morfo e perversito que se enrosca nos nós ornamentais dos politoniversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denso incumprimento das normas não-elementares e alguma aquiescência para com as ditas cujas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJhMrtII/AAAAAAAAA_s/cJSC4SaNQ8Y/s1600-h/tieglich.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJhMrtII/AAAAAAAAA_s/cJSC4SaNQ8Y/s400/tieglich.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309715536897881218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos porque nos partimos e nos reconstruímos sem paraísos artificiais nem utopias antes de ser beras, nem ultra-capitalismo de excessiva acumulação e muito menos saudosismo arcaísante pela natureza incontaminada  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 - Apolínea ginástica vitamínica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e Psafé, a rapatorada)&lt;br /&gt;upgrade do belo e&lt;br /&gt;da ugliness&lt;br /&gt;Saber&lt;br /&gt;Por saber&lt;br /&gt;Curiosidades empáticas&lt;br /&gt;Astuciosas cavalgadas&lt;br /&gt;Empadas iluminadas&lt;br /&gt;Mais buda que buda&lt;br /&gt;Nirvana sem nirvana e com tudo lá dentro&lt;br /&gt;Algo parecido com a estética&lt;br /&gt;Como direcção mais intensa de tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As recursivas curvas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória de Samotrácia e a Venus de Milo&lt;br /&gt;Continuam a ser belíssimas&lt;br /&gt;Na sua velocidade erótica&lt;br /&gt;Os qudradrados negros de Malevitch e Reinhardt&lt;br /&gt;As mamadas da Cicciolina&lt;br /&gt;Os desastres de Wharhol&lt;br /&gt;As caninas investigações de Kosuth&lt;br /&gt;E as palhaçadas da Cindy Sherman&lt;br /&gt;Não retiram um pentelho de vigor&lt;br /&gt;À velhíssima arte&lt;br /&gt;Por mais que hoje se venere o fetichismo do retro mais recente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empatia e a simpatia são o apetite sexual da carne pela carne – em ultima instancia canibal, e em primeira instancia algo pré-canibal, porque o mundo só é reconhecível como algo semelhante desde que delirantemente antropomorfisamos, com ou sem a «nossa» medida das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criar é estar de facto na e com a artephisis (na caminha naturalis que também é todo o artificial)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digam bye-bye aos vazios postiços e seus info-budisses/bodeguices!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nirvana-Samadhi de abduções proteicas?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declamamo-nos exímios neo-neo-neo-caniboys (com belas surfistas em bikinis que dão prazer aos olhos lúbricos dos deuses, monoteístas ou não... - allways surfing para além da melancolia e das atracções momentâneas dos infinitos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos de uma situação avacalhada e recorrente – o pastel da crise económica com anti-depressivos na carteira do mais corriqueiro cidadão. &amp; o esterco. &amp; a mediocridade (pintada em vermelho estalinista de touradas). A necrolomancia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não há cheta? Paciência – há a «chita».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos fãs dos imperialismos culturais estrangeiros – e enquanto não formos uns reles imitadores da mais pseudo actualidade não nos reconhecem as tias de Cascais. Às tias o que é das tias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Import-export mais activo? E porque não – fora dos aspectos dinheiristas do comércio – transacção para além da especulação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armadorismo com génio e graça? Ou profissionalismo com marketing e desgraça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que «acabar» com a baixa produtividentidade (nula convicção) – e a plenadepertensões orgia-nalidade: os homens-macacos-eminentes-e-nobre-cidadãos, o genético e o genésico) (pff!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façamos o contrário (arriba Kairós): pastiche de infracção, egocentrismo sem egomanias, responsabilidade do sujeito pluralizando-se sem excessivos direitos autorais em remaking o que foi renovadamente refeito. Poliandria/poligamia no acasalamento de tudo com tudo com direito a sacramentos hipernaturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJZlqFSI/AAAAAAAAA_k/XbeYicwBEeE/s1600-h/profeta.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 326px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJZlqFSI/AAAAAAAAA_k/XbeYicwBEeE/s400/profeta.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309715534855148834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O neo-neo-neo-canibalismo provoca o saneamento do que era supostamente primordial por um actual cada vez mais complexo, puro-impuro, miscigenado, transformante: Auto-hetero-cura de um apetite gargantuesco pelo canónico e pelo excessivo. Uma homeostética dissolvendo a estética numa para-estética, e com ela todos os trocadilhos que trocam a velha arte por uma renovada aposta muito mais velha do que a arte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-7025605623779743370?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/7025605623779743370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=7025605623779743370' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7025605623779743370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7025605623779743370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2009/03/re-pre-homeo-6.html' title='re-pré-homeo (6)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_mJOJ8ZBI/AAAAAAAAA_c/hIGOT_u15QY/s72-c/burgues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-2263576788468586638</id><published>2009-03-05T06:42:00.001-08:00</published><updated>2009-03-05T06:44:51.889-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_lJFsmgFI/AAAAAAAAA_M/r45rPqTsZCU/s1600-h/bherthold.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_lJFsmgFI/AAAAAAAAA_M/r45rPqTsZCU/s320/bherthold.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309714430003937362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem que insurrecta se autopenetra, que se abre graças ao poder imagético, que desfruta dos seus excessos, como um fruto ultra-exótico.&lt;br /&gt;No adverbiado eco das florestas (no florilégio alegórico-ecológico). No sussurrado rugido do Verbo (na novidade que está em emergência no environment-sujeitos). Na bizarria da pilhagem (na abdução do que é estrangeiro ou estranho). Nos jardins alcachofrais do acaso (na interdeterminação stocaustica). No prepucialíssimo humor petroniano (no riso seminal de um divino sensual).&lt;br /&gt;Sermos entre nebulosas de interacções qualquer coisa que se julga uma singularidade dotada de alguma autonomia – é essa convicção que nos faz sentir a consciência, alguma dor, e a sua superação: a alegria.&lt;br /&gt;Partes que se concebem como todo e como partes, que se sabem cooperantes criticas e refractárias prudentes, que não ignoram que o poder é sempre um compromisso, mesmo na mais calada resistência.&lt;br /&gt;Somos camaleonicos? Sim, para melhor sermos anti-camaleonicos! Insistentemente.&lt;br /&gt;Dizendo multiplamente a multiplicidade do que fervilha contra os aniquilantes jogos do «vazio» simplificador e calmante?&lt;br /&gt;Houve um momento em que acreditamos que o tempo não era só a admirável capacidade da artephysis refutar, porque o metamórfico é imparável. Foi aí que descobrimos o kairós – o que é propício é preparável – mas necessita de muita candura, uma sensibilidade epidérmica e uma consciência prática disponível. &lt;br /&gt;A redução do espaço é proporcional à aceleração. O que não postula uma experiência radicalmente catastrófica.&lt;br /&gt;Um hiperdadaísmo fracassado! Este foi o nosso programa prévio – não uma vontade de derrota, mas a sabedoria brejeira de que o triunfo esgotaria as baterias da nossa alegria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_lJgzMN6I/AAAAAAAAA_U/np38uRda4M8/s1600-h/suvh.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_lJgzMN6I/AAAAAAAAA_U/np38uRda4M8/s320/suvh.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309714437279332258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sintaxe é o desejo, a articulação posicional, as relações explicadistas (de variada intensidade e interesses) que a linguagem tem. Não concordamos com Nietzsche nem com Cage quando estes dizem que «não nos livramos de Deus, enquanto não nos livrarmos da sintaxe», nem de que esta é meramente um «exército». Não concordamos com Heidegger quando este nos reduz a simuladores ou profetas do que potencialmente está na linguagem. Não há uma linguagem estanque. O alemão foi uma língua que se fez e se está fazendo num sentido que um dia não será “o” alemão. O idioma grego foi muitos idiomas, e os filósofos são reféns dos seus calões locais mais do que dicionárias etimologias o-mais-antigas-possiveis. Por fim Barthes, Lacan, os estruturalistas e os post-estruralistas. «A linguagem obriga a dizer»? É fascista? O autor morreu? Ou este tipo de teoremas é a mais vasta encenação de uma tese inconsciente que indentificaria o fascismo da linguagem com a morte da criatura que dá o nome e o corpo por uma coisa chamada «autoria»? Há um fundo nazi na mais simples noção da «morte do autor». Não será esta uma consequência lógica do que estava em marcha em Auschewitz e que foi tão bem antecipada nas orgias dos romances de Sade. Quem foi o autor de toda esta máquina de aniquilar identidades? Ou a «morte do autor» não passa de um chavão simbólico usado para desacreditar e suprimir diversos modos de explorar singulares modos de imanência – a vontade de ser mais qualquer coisa do que uma remontagem de clichês e estruturas (um relativo remix) – há alguém ali! Por isso gostamos de autores com biografias sensíveis e lamechas e não de Foucault ou Blanchot.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-2263576788468586638?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/2263576788468586638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=2263576788468586638' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2263576788468586638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2263576788468586638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2009/03/imagem-que-insurrecta-se-autopenetra.html' title=''/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_lJFsmgFI/AAAAAAAAA_M/r45rPqTsZCU/s72-c/bherthold.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-1822405338425242158</id><published>2009-03-05T06:36:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T06:40:39.269-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kODyZL-I/AAAAAAAAA-0/WNsIrJPm0fo/s1600-h/fragitalia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kODyZL-I/AAAAAAAAA-0/WNsIrJPm0fo/s320/fragitalia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309713415879077858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Interessado em elaborar? Dentro da organização indeterminante possível! &lt;br /&gt;Mas também em soltar ecos, como retroacções simpáticas ou até canalhas.&lt;br /&gt;Não me devotarei ao Arcano, e a essas foleiradas escatológicas com degradês ou surrealices disgusting! Serei sempre corrente, dínamo, movimento, informação, transmissão, acção, pluralidade, clareza, embriaguês circunstancial, método entusiasta, refutação em baixo obstinado - revelar sim, de Patmos sim, exactamente para que o culto(cultivado) surta frutos protéticos/poéticos, mas nada de oculto como militância. Quanto muito a dissimulação, a teatralidade do essêncial se revelar como uma comédia infinita. Não há evolução para as coisas? Há progresso mimético quiçá de nós com as coisas...&lt;br /&gt;Que se desmorona a tirania... Ou infiltra-se continuamente nas coisas mais delicadas? Pela tranquila intranquilidade? Pela Intranquila tranquilidade? Não-agindo, como um barbudo taoísta armado em regulador das coisas através de uma aturada perguiça? Ou deixando actuar (o quê?) para coisíssima nenhuma. Retorno badalhoco ao Tao, ou Tão, (babuíno-beduíno)? Ou precisamente doçura de um não-retorno a nenhum Tao/Tão.&lt;br /&gt;Como uma esfera a transformar-se noutros sólidos mais brejeiros: demiurgia imperfeita do mundo em catársis. O Ser como imperfeiçoamento.&lt;br /&gt;As leituras são devoradas pela fantasmática realidade. Mas nós passeamos ao lado dos fantasmas porque a nossa carne é a nossa in-sência, assim como a dos deuses.&lt;br /&gt;Era a descoberta do tempo como dimensão sistematizável. Nascia a velocidade, reduzia-se o espaço. Agora a velocidade é outros espaços, cada vez mais ruidosos – a paralogia conspurcada. O ruído e o lixo infiltram-se no virtual como uma apetência por algo ainda mais forte e erótico.&lt;br /&gt;A criação é a reorganização de elementos aleatórios com um pouco mais de aleatório que se abre como vertigem na reorganização. Sincroniza-os. Recupera contextos e dá uma velatura de pseudo-esquecimento. Dá uma organicidade (e não uma forma) aquilo que capturou. É destruição provisória e terrífica, mas apercebe-se que não há purificação possível e radical. O cabrão do dharma não se restaura em putas de hecatombes, nem em fins postiços. Adiamento? Viver é ser provisório, mesmo na mímica saracoteante dos samadhis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação seria uma ordem que se despediu da perfeição para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da interioridade do viajar às colónias bárbaras. Do que na escolástica plena das estruturas pelo movimento se transmuta, e transmutando as transmutações se imobiliza um pouco. Detonando o cristalino, pedindo mais beleza do que a oferecida pela paixão. Performando o silêncio na sua cristalização antropomórfica, que de antropomorfa só tem o acaso de ser mais uma morfologia animal excessivamente erecta – mas é a que temos. Reduzindo a uma espécie de magia extensa cada renovação. Destinando-se a um por enquanto, deixando-se seduzir, mas pouco, por funcionalidades ocasionais, como um aperitivo dos contextos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kOFZL2eI/AAAAAAAAA-8/56pM1gDPHVA/s1600-h/cocogito.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 203px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kOFZL2eI/AAAAAAAAA-8/56pM1gDPHVA/s320/cocogito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309713416310217186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está-se na impossibilidade e na impassibilidade de tudo captar. Logo: a necessidade de uma escolha cai-nos como um drama que amaneira existêncialismos de cabeceira. E como se processa essa escolha? É a que vem, convincente, ou nem por isso. Ou aleatóriamente, ou ainda contrariando todas as escolhas que racionalmente ou metodologicamente faríamos. Algum bom-senso? Oh sim! Alguma falta de clarividência. Também acontece! E o transtornado transformador transformando a transformação transforma-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a essência? Diz o palitador filosofal mais uma vez para espremer o suco das palavras - a essência não existe, diz o pauliteiro de Miranda brandindo o pau no ar. É uma voz pouco clara, o objecto da metafísica, nhec, nhec. Uma espécie de vontade de pois é no é. Mas o pois acaba por ser um apoio para muita poia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kOhzCfRI/AAAAAAAAA_E/CBMZMaxH6S8/s1600-h/iuy.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kOhzCfRI/AAAAAAAAA_E/CBMZMaxH6S8/s320/iuy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309713423934848274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dygo a Dyke. E o Demens. A inexorável lei e a trapalhada monumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delirios de Hyperion no carro fatal e solar de Holderlin com Apollo de raio em punho. Reconstruir querias, coitadinho. E a Grécia antiga já perdida no mármore que não o é exclusivamente, nem na bestialidade das estátuas que avançam mortas para uma morte que se monumentaliza visualizando-se. De ti para a origem viajavas, Holderlin. Pobre Louco! Não há regresso para o passado, mas há uma intrusão perpétua do passado como algo irreconstituível, e que se quer vivo como contaminação construtiva sobre as nossas ânsias de fazer qualquer coisa. De ti para Ti fabricavas a tua gréciazinha! Do disperso para a Dispersão, como algo que volta a articular e a reunificar na grande teia que não nos deslarga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a revolução começa ou acaba nas garagens dos conceitos? Se souber estacionar? Mas se estaciona o perpétuo fluxo futurista e trotskista ao mesmo tempo torna-se um vulnerável reaccionário de antologia. Ou não há conceitos revolucionários? Só continuas reformas poéticas?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é propícia! Como uma perfeição? Ou como expressão do borbulhar sonoro. AUM + VRAUUM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fantasia é a honestidade. A honestidade é a fraude da fraude – a desconfiança cada vez mais sistemática de todas as convicções, mesmo as cépticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espelhos do excesso olhai o meu pudor que frequentemente se exprime em gargalhadas diletantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte voa e soluça nos espelhos da linguagem, mesmo na que comicha lubricamente. Fala e Foda. Semiótica abundante entre as côxas das amazonas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-1822405338425242158?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/1822405338425242158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=1822405338425242158' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1822405338425242158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1822405338425242158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2009/03/interessado-em-elaborar-dentro-da.html' title=''/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa_kODyZL-I/AAAAAAAAA-0/WNsIrJPm0fo/s72-c/fragitalia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-6205245087624948154</id><published>2009-03-05T00:54:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T00:59:17.646-08:00</updated><title type='text'>re-pré-homoios (3)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T1q6vqoI/AAAAAAAAA-c/XYCH4bXhygo/s1600-h/catrap.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 314px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T1q6vqoI/AAAAAAAAA-c/XYCH4bXhygo/s320/catrap.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309625035956136578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Artephysis (notas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O velho metamórfico principio de Lavoisier - «nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma»... e arrefece... e se degrada... e se complexifica... e se fragmenta... e se suja... principio metamórfico... (reformismo? transreformismo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Entropia – catastrofismo, decadentismo, conformismo, cepticismo, niilismo (desperdício da potência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Neguentropia – há porém casos em que a degradação se transforma e se organiza em informação e em vida nova – é o estranho progresso da complexidade como situação local, elitista, intensa, hipersensível – tímidas excepções no deserto tenebroso daquilo que imaginamos que é o universo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Metacatástrofe (ou Anacatástrofe) – maximizar a complexidade dos universos como um processo inesperado e natural – levar a criatividade a um paroxismo consciente em todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Se tudo se tornou um ready-made, e se os ready-mades foram amestrados e transformados de anti-arte em arte, então o allready-made que é o mundo dissolve a antiga lógica que separava (e opunha?) tekné e physis. A “arte” já é na sua auto-determinação natureza, e a natureza, na sua inter-determinação já não se deixa de pensar e re-produzir senão como arte, como capacidade de se expandir (e poluir? e reciclar?) tecno-poéticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiga noção de physis está intimamente tecida a noção de pharmakon (em Homero) – por um lado veneno/remédio, por outro (como o disse Empédocles) côr – a explicação da artephysis (e a artephysis da explicação) é uma chromopaideia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A arte pode não ser, como para Hegel, «a exigência suprema do espírito» (o gajo curtia mais umas cenas conceptuais!), mas é a exigência suprema da imanência maximizada (se quisermos podemos incluir o Absoluto e suas caricaturas neste saco) – e neste domínio a filosofia tem sido francamente impotente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Labiríntico? A emanação selvagem que faz desaparecer a miragem onanística da totalidade graças ao jogo de espelhos que «infinitiza».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T12fE8NI/AAAAAAAAA-k/xaShDmr3R0Y/s1600-h/dafavela.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 310px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T12fE8NI/AAAAAAAAA-k/xaShDmr3R0Y/s320/dafavela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309625039061315794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O «Absoluto» é o maximo de teatralidade e de complexidade. Se este fosse simples seria mais pobre e a-teatral. Mas como inclui em si mesmo tudo (incluindo o que a cada momento excluí) é necessariamente excessivo e teatral (e como tal, carnavalesco). De certa forma está sempre condenado a dar-se, isto é, a dissipar-se em inumeráveis singularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte des-intimiza a consciencia do artista, não no modo de divulgação (e propaganda) das comezinhas intenções, mas no do ludicamente multideterminado espairecimento poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte é um jogo inter-heteronomico que emprenha determinadas formas substancializando-as (exceptuando a arte «digital»?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma é a aparência de uma singularidade da metamorfose generalizada. O que chamamos criatividade nada mais é do que a interacção metamórfica ou a sequela de uma série naturalmente ou artificialmente programada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “artista” é o produtor do que transborda aos conteúdos (a espuma de muitos outros hipotéticos conteúdos) – ele submerge a expressão encenando distâncias diversas entre o (que muitos abusivamente chamam) Ser e o Nada (ou se preferirem o não-ser, ou, de um modo mais aristotélico, o que é anterior às emergências na sua in-potência), sabendo de antemão que na lareira da terminologia hegeliana estes são a mesma coisa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A esquizobscuridade? Nem por isso – a multiplicidade de representações entrelaçando-se umas com as outras é apenas um sinónimo de mais, um pouquinho mais de luz – desde que se veja bué da bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Arte não é um «nulo que se autonega» (como dizem Hegel/Agenbem), mas algo que se dissimula nessa paradoxal autonegação do nada – é algo que sobra post-paradoxalmente aos mecanismo de negação/nihilificação – a Arte é antes uma afirmação «pura» (embora conspurcada-conspurcante) que sobra ou sabota essa máquina de guerra lógica – por isso os paradoxos fazem parte de um jogo preliminar que parecendo uma laceração aos olhos voyeristas dos filósofos é no entanto uma manifestação erótica delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T2CTAXWI/AAAAAAAAA-s/WUCKbsGhago/s1600-h/tremendo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 269px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T2CTAXWI/AAAAAAAAA-s/WUCKbsGhago/s320/tremendo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309625042231909730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vazio do vazio. O vazio é a expressão negada de uma essencialização. Mascara a essência (caso esta existisse) no que através das manhas da lógica a nega. Trata-se de um jogo exclusivo da linguagem... e tardio! A dialéctica que se auto-determina em dissoluções... virtuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “arte” (como algo que se parece consigo mesmo, mas que se recusa a enraizar em conceitos os disciplinas) morre perpetuamente, mas renasce e sobrevive a esse apetite endocanibal pela auto-dissolução – ao contrário da filosofia que teme a sua morte austera, a arte é um encontro jubilante e mortal-fenixologico com o pensamento (e a filosofia sabe-o), porque se dá como imergência-emergência, isto é, satisfaz-se com ser da mesma substância metamórfica da artephysis, sem se render a um programa desencarnante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte desembaraça-nos das consciências infelizes – por isso a «morte de Deus» da Gaia Ciência é uma paródia – é um atributo de algo que precede qualquer deus - «o riso divino». O riso-choro, o choriso (laughtears joyceano) como o acto caosmogónico por insolência/excelência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-6205245087624948154?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/6205245087624948154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=6205245087624948154' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/6205245087624948154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/6205245087624948154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2009/03/re-pre-homoios-3.html' title='re-pré-homoios (3)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-T1q6vqoI/AAAAAAAAA-c/XYCH4bXhygo/s72-c/catrap.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-2708686272464301855</id><published>2009-03-05T00:49:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T00:53:39.711-08:00</updated><title type='text'>re-homeostetica (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5fFaIvI/AAAAAAAAA-E/wbaW6TSigZM/s1600-h/zdanevitch.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5fFaIvI/AAAAAAAAA-E/wbaW6TSigZM/s320/zdanevitch.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309624001987486450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Marginalia: o que se desloca nas margens é o esplendor ginecológico – obstetricismo? a estética no consultório? O que fazia temer o ornamento, na geração de Loos e outros eram os corrimentos vaginais do ornamental – a misoginia e o machismo atravessam a modernidade arquitectónica como coisa genital e casta – isto é, tendencialmente minimalista. Hoje o environment é anfíbio e multissexual – a fotografia e a palavra instalaram-se nele. Há um filão pornoecológico que é puxado pelos corcéis ditos maléficos da publicidade. A alta-definição parece puxar os mínimos detalhes e as coisas microscópicas para um primeiro-plano. As anatomias internas fazem-se vísiveis e rivalizam na sua mortalidade e texturas com os mais brandos olhares e inflexões de voz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do entulho da Mnésis e da velhacaria pressionante das citações o que é que se pode retirar? Já não são nem os monumentos nem um espaço para reverenciar heróis ou meditar. Os museus tornaram-se portáteis e infra-magros e a tradição do desrespeito está há muito prisioneira do seu paradigma de falsas e adolescentes infracções. Quase tudo foi «conquistado» nos primeiros ready-mades de Duchamp – o resto do mundo é que mudou muito, assim como a heroificação de um acto de provocação infantil ou de relaxado cepticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o fluxo das imagens o sumo da vida ou apenas uma instância para fundar uma arqueologia bárbara? Ou será que as imagens são dispensáveis? Ou é a arte, como tradição de suspeição que ameaça o carácter afrodisíaco e mágico das imagens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reverso do firmamento, o reverso quer do caos, quer da ordem pré-establecida - a metacatástrofe, isto é a complexidade como o que é paradisíaco! Mas os mitos enganaram-nos durante muito tempo ao confeccionarem para o mundo ìnicios demasiado frios e despovoados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito do concreto enraíza-nos na grande colagem movediça que é o mundo: não a mentalidade que aprisiona, digere e caga submetendo-nos a obscuros poderes conjunturais (!) mas o que adere e capta e decide e flexibiliza e adapta e adopta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relevância do individual exilado nas suas regras internas e conduzido para os próprios túmulos da sua «consciência» e poética, desfaz-se dos chumaços gnósticos e participa em workshops espontâneos e na interactividade combativa de grupos produtivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5xukXmI/AAAAAAAAA-U/09roYCc_7Ow/s1600-h/AUTOMOBILE.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 128px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5xukXmI/AAAAAAAAA-U/09roYCc_7Ow/s320/AUTOMOBILE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309624006991961698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverenciar a dúvida como antiquíssimo método diabólico-pascaliano (vidé Job e o Discurso do Método): erística-erótica. Há uma luxúria barroca que saliva intestinalmente nas perguntas mais ferozes. Sublinhar, sem medo de velhos friquismos a «experiência constante». Body sim, mas body bulding não! Estender a tenda caosmológica da Doxa. Ampliar os nexos e as ligações perigosas com cautelas manhosas ou com os avacalhantes métodos aleatórios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio gerador é local. Compreender o gerado e os aparentes mecanismos de gestação tem sido útil para fazer um acompanhamento sábio pelas orquestrações da consciência. Mas acompanhar é também ir para a cama com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de actos de identificação? Ou apenas de vigília? Transplantamos algo nas transmutações orgânicas... damos corda à consciência intergaláctica... ou só damos à nossa conscienciazinha provinciana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciência é flexibilidade &amp; harmoniosa coerência da concorrência da singularização das multiplicidades. (ufff!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obstinação é o maior inimigo do homem: o sacerdote e a padronização, a clericalização das mentalidades (e o seu prolongamento na máquina burocrática!) e os dilemas morais irreversíveis... piores que a grande dama escarlate da babilónia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadeias itinerantes. O nosso propósito não é venerar a citação mas abatê-la a médio prazo, como domesticado fantasma e vítima sacrificial. É um acto pouco romântico?... E linguareja-se a partir dessa destruição... há fluxos comunicacionais um pouco flutuantes (elementares ou/e complexos). È claro que não podemos ignorar as falhas (o não-programado, o relutante e o refutante), as incontinentes dislexias e outros subterfúgios filhos da teia da multideterminação. Mas há uma candura infantil no fundo, um vigoroso balbuciamento pré-babélico, uma autenticidade sem calão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prescuta-se na multimoralidade a libação orgástica que percorre sonoramente os multiversos? Tumultuária? Nunca uma rendição à passividade exocéptica, mas a certeza-dúvida nutritiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é a sem-origem representável em todas as coisas (a representação é um atributo da artephysis – não há presença pura, porque toda a suposta presença transita de uma (re)«presença» anterior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os multiversos autoengendrando-se, encurvando-se para além do Polilogos e do Metapathos, circonvulsionando-se em secretas hipercosmogonias: À notre seul désir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As florestas telerrizomáticas dão a entender que o espaço comunicacional se despiu das finalidades, mas sabemos que progride por etapas para zonas que de previamente desconhecidas se convertem em hábitos enfadonhos – a noção de território e de environment articula-se ainda no nosso corpo semi-protético, mas coloniza espumosamente quer as zonas ditas reais, quer  as zonas supostamente virtuais. A telematização da civilização é a forma-formula neo-colonial mais acabada. Haverá focos de resistência, zonas de guerrilha anti-telemática sem cair em más paródias de Che Guevara? As civilizações foram decapitadas das suas ligações com a velha physis, e as cabeças civilizacionais fazem parte de um espólio venerável que até aos antropólogos (caçadores de cabeças por empatia) pouco interessa. No entanto as imagens e metáforas fantasmáticas continuam a circular nos adereços mais insignificantes da pop-culture (na moda, na piercingmania, etc.). Há uma antropofagia adiada – a velha hamartia de que falava Aristóteles. Não sabemos como serão possíveis as catarses... haverá mais sangue do que espectacularidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5jbTHFI/AAAAAAAAA-M/1HytJffa44k/s1600-h/o1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5jbTHFI/AAAAAAAAA-M/1HytJffa44k/s320/o1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309624003153042514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do humús das mortes civilizacionais que tudo se conjuga para esta renascença mais complexa, cujo ícone cultural é desde há muito o Finnegans Wake joyceano – suprematismo-infraísmo lúdico de alegorias post-paradoxais, poliateísmo stockaustico, tantrismo trans-digital...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão fácil como encenar séries – mas já não estamos no estado das tautologias básicas à moda de Wittegenstein ou de Soll Lewitt – as tautologias, e os derivados combinatórios partem de estados cada vez mais impuros – a miscigenação segue menos uma lógica linear do que saltos nebulosos e dissimulantes. É como se as nuvens sonoras de Xenakis ou as colagens-sobreposições «aleatórias» de Cage se acasalassem com as melodias indianas e não fossem totalmente insensíveis às várias mansões da tonalidade e da determinação ou o cançonetismo brejeiro-ruídoso-sentimental...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já temos uma argila ontológica da mais sensível civilidade! Mas não vamos cantar disparates éticos nem lançar anátemas arregimentadas em cima do joelho. É certo que idealmente, um luxuoso «comunismo» aboliria o máximo das assimetrias sociais, mas também exploraria a maximização das assimetrias na artephysis... a liquidação em curso das velhas solidariedades de todo o tipo é um prelúdio à liquidação do estado clássico, e inclusive a da ideia de um estado planetário regulador – actualmente é a pseudo-auto-regulação da produtividade e dos mercados que dita cada vez mais as flutuações económicas, com os estados a tentarem acudir às crises em desesperado remendo... a cada vez maior impotência das nações para resolver quer as questões políticas e quer as económicas leva-nos a uma semi-anarquia sem pensos de new deals, porque ninguém se compromete senão num endividamento que ignoramos no que pode dar. Não sabemos se será doce ou amarga esta anarcordem, fruto do apetite civilizacional pelo crescimento económico imoderado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-2708686272464301855?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/2708686272464301855/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=2708686272464301855' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2708686272464301855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2708686272464301855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2009/03/re-homeostetica-2.html' title='re-homeostetica (2)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-S5fFaIvI/AAAAAAAAA-E/wbaW6TSigZM/s72-c/zdanevitch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-2908484362033000927</id><published>2009-03-05T00:40:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T00:48:55.321-08:00</updated><title type='text'>re-pré-homeostética (1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-Ruge9JNI/AAAAAAAAA9s/VlBS6ULPpRA/s1600-h/neoneo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 102px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-Ruge9JNI/AAAAAAAAA9s/VlBS6ULPpRA/s320/neoneo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309622713872884946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isto é um revisionismo muitíssimo aditivo de fragmentos de um livro que assistiu à eclosão da Homeostética - o remake diz respeito a agora - é o passado reactivando o já&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS PULSÔES DA ARTEPHYSIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(prefacio ao infraísmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza é mais estratégica do que essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essencialização é o caminho mais rápido &lt;br /&gt;para as mais ingénuas mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semelhança (o homoios) é uma pequena&lt;br /&gt;dissemelhança na identidade que torna a identidade&lt;br /&gt;cada vez menos idêntica.&lt;br /&gt;A Homeostética, como o que se assemelha à Estética&lt;br /&gt;abre-a carnavalescamente para a artephysis.&lt;br /&gt;“...(?)&lt;br /&gt;A lógica da  transformação é a tecno-eco-bio-lógica – não há «verdade» ou «essência» se não for em transformação (ou devir), não há «espiritualidade» ou qualquer designação (banal ou sofisticada) deste género senão metamórfica. O que desautoriza, para começar, toda a genuína caça a conceitos estanques ou a uma ordem divina. Mesmo em Hegel, Heraclito ou Nietzsche e seus sucessores dilectos e dialécticos – por isso não há nenhum «livro» de Heraclito e o estilo fragmentário de Nietszche, mesmo no Zaratrusta, é o do vislumbre intersticial, o de tentar agarrar cada coisa num determinado momento. As generalizações (estamos a ser nominalistas?) sabem sempre a exagero e a fraude, por mais que alguém se convença soberanamente da honestidade do fio das proposições. É o que se passa aqui, mas com esta ressalva burlesca. É através desta desconfiança lírica relativamente ao que escrevemos que encenamos o que se chamam teorias – projectamo-las no «mundo» e o «mundo» que as acolha com simpatia ou antipatia. Por isso todos os resguardos, todas as aspas, todos os parênteses &amp; reticências desaguam estilisticamente como uma desconfiança doce que nos complica o estilo. Há porém a geometria e a parafrenália topológica como cartografia que acena para esquemas tão cara aos pitagóricos e platónicos e adoptada pela ciência com êxito. Mas os esquemas são a hipotética armadura da interacção das coisas, não as coisas em trânsito. A arte reúne em si, mesmo quando se rende à informalidade, esta fome metamórfica e transitiva a que não são insensíveis as gimnásias geométricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos fazer(?):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Insinuações teóricas (intuitivas ou com uma armadura tautológica por trás, mas sempre lúdica e contrainductiva)&lt;br /&gt;b) Catalogar dispositivos formais, metafóricos e conceptuais (com prudência pouco chinesa e um coleccionismo de tipo warburgiano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos propor, com cautelas e um sentimento esquisito de desconfiança quanto aos fundamentos, colecções de afinidades e variações. Podemos serializar , ou então namorar «protótipos», não como matrizes, mas como formas obscessivas que marcam uma teatralização – no fundo trata-se de erguer «algo» com cimentos raros ou músicas canibalisticas.&lt;br /&gt;O lema é platonização sintética do Carnaval: isto é, uma versão condensada e festiva da já longa tradição da dissolução da metafísica – não se trata aqui nem de superá-la, nem de suprimi-la, nem de lhe dar alternativas, mas de entender que o estado «revolucionário» (o progresso tecno-mimético) passa por exageros paródicos com correspondentes acalmias e discretos estados contemplativos e revigorantes (a meditação é o sono que descansa para a orgia). A carnavalização é o antídoto das imaterializações, graças ao insensato (embora algo ébrio) primado da carne sobre a perturbada inflação do suposto Logos. É a exuberância mimética que garante uma ética que não é fundada sobre algum princípio lógico-dedutivo, ou metáforas como casa ou construção. A ética é a alegre co-habitação, genuína, com as tristezas, sem os ressentimentos ou desconfiança mútua: a ilusória confiança recíproca... mesmo que dure o que durar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma citação de fundo (ou será um equívoco de leitura?) que diz que a «natureza é um carnaval divino». Ou traduzindo: a natureza diviniza-se mascarando-se. A natureza é divina porque se mascara. Ou, o carnaval é o modo como a artephysis avança para uma interacção mais rica e fluida. Por isso as metamorfoses são o cumprimento de um itinerário de máscaras sucessivas, que não ocultando algo estanque ou original (autentico) dissimulam no entanto um filão metamórfico mais sensível que se serve das metamorfoses mais externas como forma de progressão (ou diminuição) estratégica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-RvNbsx6I/AAAAAAAAA98/0wiFh-cKil8/s1600-h/neverends.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-RvNbsx6I/AAAAAAAAA98/0wiFh-cKil8/s320/neverends.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309622725938825122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que podemos ser radicalmente «nominalistas» sem desistir da intuição de que algo tremendamente imanente garante a interacção e algum parentesco entre tudo o que nos parece ir existindo? &lt;br /&gt;Produzir em todas as áreas até espremer o suprasummo de toda a postiçagem lírica. Penetrar no âmago intra-heteronómico – na meta-representação  (que incluí quer a expressividade quer as contra-representações). Ser mais plural que os pluriversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrocos (enquanto o formos estrategicamente e tenhamos esse sentimento como necessidade) por escusada densidade e mister antropomórfico-zoomormo-biomorfo (à laia de despachamento). Penetrar com sobreabundância no ruído das trevas e sair à luz mais sensual. E averbamos o barroco como um velho canto barraqueiro. Esculápiamente: isto é: no modo mais que saudável: onde a extrema saúde entra em contacto com o suposto «divino».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na despreocupação do gosto (ou desgosto) seremos prolíficos (a extrema produtividade concentra-se porque lhe pre-existe uma divina preguiça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não nos concentraremos na valorização de qualquer fórmula (mágica, mas dogmática) mas arrastar-nos-emos ginasticando num superestudo que abastece as zonas várias de onde se desentranha a muy hedónica teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolução patafísica/panteísta e de chã desdizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegamos sofismando como quem desentranha sibilinas saladas. Desfazemos os sofismas com a candura mais terna e tenra – damos as mãozinhas ao acaso. Celebramos abruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crueldade (conceptual, sem correspondentes sadismos) algo adâmica e argilosa está no sermos herdeiros abastardados das velhas oficinas dadaístas-cínicas-tantricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos chegar obstinadamente a uma sprezzatura soberana, onde o rústico, o desdenhoso e o grafítico se compõe heraclitianamente com o severo e o clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptando o fragmentário, mesmo que burro, como algo que corre ao mesmo tempo para os deuses e para a retrete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa aí o afoitar dos espelhos, os namoros aos números e às artes combinatórias, mas sobretudo o que lhes sobra. Tudo se entranha em prólogos oraculares. Queremos trespassar incandescentemente as possibilidades da nomeação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as vacas sagradas desabavam assim por desdizer do caos musical dos  antecismos e das metacatástrofes – há algo epidermicamente mímico nesta lógica de assimilação das legiões de percursores como se uma catarata fosse despejada subitamente dentro da nossa cabeça. Percebemos que os ilustres mortos que nos precederam nos fazem menos eternos e mais longevos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ícone é onde se concentram os fragmentos de muitas Doxas – é a nossa condição, partilhável com tantos outros cidadãos, de uma superurbanidade periférica. As grandes metrópoles tornaram-se obsoletas e provincianas. O mundo fervilha mais no interperiferismo das cidades de grande dimensão do que nas excessivamente e provincianamente grandes, como Londres, Nova Iorque, Paris, Moscovo, Pequim, Tóquio, etc. Morram as saudades dos imperialismos económicos e culturais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seria idiota não nos referirmos às características académicas e comunalistas do estudo... estamos atentos às mutilações que se propõe em redor. À medida que vamos crescendo, dilacerados, no seio da brilhante Doxa (e do Cânone Perpétuo da Obscuridade) também vamos varrendo a técnica para debaixo do tapete, porque o nosso corpo (e as suas competências) é uma acumulação de cada vez mais produtivos softwares. As performances são cada vez mais cândidas, mais naturais, embora possam parecer bizarras e desengonçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na floresta cardíaca da criação inerente a cada um (e não pastável por todos os idiotas das redondezas) reside esse dilúvio cristalino (e assassino?) de serenidade? O perverso Buda medita invertido e do topo da cabeça saiem-lhe rios de meta-museus que se expandem pela superfície poluída da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas crescem espinhosas como que desperguntadas. As perguntas são filosoficamente amadoras e pedem geometrias neo-platónicas para compor o ramalhete. As dúvidas intra-multiplicam-se... recomplicadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma re-ordem nova? Balelas! há antes uma re-organização-desorganização que é mais work-in-progress do que o universo e que antecede qualquer demiurgia. Qual é a pulsação pela qual escreve o homem que começa a saborear as primeiras palavras e se despede dos últimos grunhidos? Mesmo antessáfico ou protohomérico ou pré-zoroástico. Qual a pulsão larvar que torna as palavras propensas a tantos crimes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos os passos da artephysis com uma improvisada e sexualizada geometria que nos dá a sensação de que a metafísica é inenarrável e arrítmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação move a sua condição de verme na direcção das pluralidades e não na da aparente dissolução. Esse é o subterrâneo mito que engendra todas as mães, matrizes e falsos protótipos – as deusas têm frequentemente o ar esquizóide de uma mãe em pranto. Querem-nos esmigalhar nos seus poderes demasiado ternos e maternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-Ru2aFD8I/AAAAAAAAA90/DIGJziAwA5A/s1600-h/miroir.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-Ru2aFD8I/AAAAAAAAA90/DIGJziAwA5A/s320/miroir.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309622719758012354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitamos in loco o fogo que se distribui em variadíssimos ofícios, desde as implosões vegetarianas aos contorcionismos labirínticos da massa cinzenta dos geniozinhos da humanidade. Vegetamos arredondadamente nos arredores desses circuitos – a nossa consciência é menos a estabilidade da matéria do que uma interface entre emergências neurológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus foi o famoso erro anatómico que permitiu angariar metáforas e sofisticar teologias, assim como validíssimos e perniciosos exercícios de humilhação. O seu legado perverso, tal como o legado perverso da filosofia, é um borbulhar morfológico de tensões e delicadezas que é reciclável num sentido mais natural, exaltante e plural – talvez volte a ser errado e errático, mas sem uma inconsciente função assassina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paradoxos fazem vibrar os ossos. A ruína é a quintessência do fluxo, o fragmento a escória que sobra a esse agitado banho, o remix, o culto sincrético de uma civilização que se hiper-tecnologizou até à medula – caminhamos neste preciso momento para uma remixagem genética radical – os sincretismos e a hibridação das categorias das espécies tornam o monstruoso e o proteico plausíveis e não objectos desdenháveis como o assegurava Horácio. O sincretismo tem tendência a tornar-se ortodoxia e a falsificar o seu carácter ocasional através axiomas repressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandeiras abandonadas revivem a sua coerência no espólio invicto, nas arqueologias, com saudosismos à mistura, de revoluções há muito passadas. As citações ganham referências novas não apenas na premeditada apropriação (da escolásticas ou do foucault-benjaminismo) mas nos erros (brandos &amp; crassos) do seu uso. O passado é para ser selvaticamente (contrainductivamente) traduzido-transmutado. A metáfora é o coração do Transmutante (o dispositivo mais básico de uma predação sibilina). Os clássicos aguardam contratraductores sem escrúpulos fidelizantes. Desviamo-nos do remix como de um véu de clichés fácilmente identificáveis no calção especializado dos caldos culturais. A associação vertigina-se e os cossacos uivam. Um Zero exuberante e corrupto potencializa-se no pavoneamento de emergências perpétuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restituição ao vivo da antes utópica mascarada triunfal: aspirar e inspirar os mistérios info-matéricos, aceder, pela primeira vez, a uma era feminizada, miscigenada e globotópica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O predomínio antropológico da predação troglodita pelas esferas espumantes do novo e da produção pseudo-nómada esbarra nos fantasmas da obsolescência e do tédio, mas algo sobra às divas epigonais para as quais olhamos canibalisticamente de soslaio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-2908484362033000927?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/2908484362033000927/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=2908484362033000927' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2908484362033000927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2908484362033000927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2009/03/re-pre-homeostetica-1.html' title='re-pré-homeostética (1)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/Sa-Ruge9JNI/AAAAAAAAA9s/VlBS6ULPpRA/s72-c/neoneo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-2818184259989735525</id><published>2008-08-10T14:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T14:43:19.994-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/SJ9g8CC9ImI/AAAAAAAAApA/3N2PZ3RtnUY/s1600-h/25.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/SJ9g8CC9ImI/AAAAAAAAApA/3N2PZ3RtnUY/s320/25.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233007876485489250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do fim da Homeostética, ou o seu não-fim, o não saber acabar, ou o fazer do fim um falso fim (qualquer príncipio e qualquer fim são fraudes «elementares») é um dado adquirido - tudo se passa entre unendings e unbeginings. Este texto, que está guardado em Serralves é esclarecedor: x-plica como um manifesto a multiplicidade e ambiguidade dos pontos de vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Outono 1986)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marmóreo Odeon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0s gatos fazem ron-ron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista está apático e não olha para absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em baixo ouvem-se murmúrios de máquinas de lavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns suspiram - se isto fosse tudo um espelho falso a esperar uma princesa falsa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo e vejo um pecterodáctilo junto à janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecer, esquecer - diz António.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da Homeostética é um letreiro numa palmeira (Homeostética finis - cultivada em portugal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dizem que não que isto não acabou, outros dizem que sim - "finalmente em decomposição o cadáver desse amadorismo idiota"! Outros chegam tarde e não dizem nada.Calam-se.Há quem se desate a rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que escrevo poemas uso "Splendor" (esponja de brilho instantâneo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talheres e garrafas de Vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mendonça sente-se mal e diz que vai vomitar,corre para os lavabos,simula ruídos,depois diz para si "sou uma fraude", mas podia ser uma pessoa intiligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS pessoas vão-se tornando cada vez mais sérias.Arranjam empregos.Compram casas. Trabalham e preocupam-se com quase tudo –têm discussões sem qualquer espécie de paixão, são cruéis na gramatica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto estão quase mortas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salivam e fumam cigarros. Depois passam a ter discussões com motivos verdadeiros e chegam a entusiasmar-se, a ter vontade de partir tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais ridículo do que a arte moderna? Moderna hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uns procuram as perucas de Velasquez,outros os patins de Minie,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outros ainda os reflexos do dólar na estatística do mercado, e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;finalmente chegam os servos do platonismo que voltam a atacar com as estruturas e a linguagem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- tudo isto me soa a chita!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-2818184259989735525?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/2818184259989735525/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=2818184259989735525' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2818184259989735525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/2818184259989735525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/08/questo-do-fim-da-homeosttica-ou-o-seu.html' title=''/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eF9eu81Tq5c/SJ9g8CC9ImI/AAAAAAAAApA/3N2PZ3RtnUY/s72-c/25.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-7823413431560918527</id><published>2008-03-20T03:08:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T03:24:50.852-07:00</updated><title type='text'>Barata, o Intolerante</title><content type='html'>&lt;div&gt;Sob a influências de Fernando Brito escrevi algumas frases que não «subescrevo» (nem «subscrevi» senão no modo irónico), do género «o motor da homeostética é a intolerância» (a frase é literalmente dele, no manifesto aqui reproduzido!), assim como o manifesto em que se diz «Morte à Pintura, coisa de vermes!» - era uma reacção irónica e salutar ao mercantilismo post-moderno e às falsas tolerâncias da nova fase do capitalismo... estavamos em 1985. Os anos 90 foram a versão fardada e sem ironias de alguns desses pressupostos . Zizek fará uma apologia da intolerância, e hoje advoga um retorno ao òdio paulino como receita «marxista» contra a o papão hiper-capitalista. O que é bleurk! (hoje não estou com tempo para argumentações!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R-I650F0YpI/AAAAAAAAAo4/jpO_IMtQ6pE/s1600-h/manifesto-brito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179767286339494546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R-I650F0YpI/AAAAAAAAAo4/jpO_IMtQ6pE/s320/manifesto-brito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fernando Brito foi o meu inspirador nihilista-totalitarista (é estranho como nele uma coisa é indissociável da outra) - e nalgum sentido sempre estive no outro lado como anti-nihilista e anti-totalitarista. Foi graças a ele que criei uma vasta legião heteronimica... depois de jacqes pastiche surgiu «Augusto Barata», um personagem que também é do Brito. Dele escrevi em 1986 estes falsos aforismos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;OS CADERNOS DE AUGUSTO BARATA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1937 – Pampilhosa da Serra)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;divisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le talent de bien-être&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La revolution avec le bon goût&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L’Etat c’est le foie gras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;notas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um déspota do bom-gosto – eis a minha perdição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom-gosto assenta sobre um vazio total, num desertamento de ideias e sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se, como tal, conhecer muitíssimo bem a sua anatomia. Há que ignorar as vísceras e amar quer a estrutura, quer a pura exterioridade, como se nada mais exista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom-gosto é o simulacro de uma utilidade que deixou de ter sentido. É a aura dessa perca de sentido – o seu fantasma, o seu rasto que em paradoxo se mostra, que está ali, que persiste, que se intromete na realidade com o mais cínico realismo, com a mais cruel crueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O drama do bom-gosto é o tudo já ter sido feito. Pior – é o tudo já ter sido refeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom-gosto é como tal uma persistência do feito e do refeito (do rafeiro) sobre o que se está a fazer, sendo o que se está a fazer um mal-entendido e um estado de ignorância relativamente ao que já foi feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o feito se refaz no refeito é inutil pensar que há algo por fazer. Quero com isto dizer que é absurdo pensar que há algo capaz de se expandir para além deste círculo vícioso. Como absurdo que é, e lógicamente, como resistência do bom-gosto, este círculo expande-se como vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O por fazer, o devir deste culto que é a arte, radicaliza-se na expansão de uma viciosidade, para além de todas as mortes, para além da morte incessante da arte, para além da incessante arte de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devir do vício. Devir do incessante. Devir da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou – devir do absurdo, do inútil, do supérfluo, do vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma – DEVIR DO CAPRICHO DE UMA DITADURA DO INÚTIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz insistir numa das minhas divisas – AMO AS DITADURAS PORQUE SÃO INÚTEIS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão amaria a inutilidade por ser ditatorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser ditador é ser um escravo do inutil, ser o seu mais humilde servo, ser o cão dos seus caprichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despotismo do inutil surge sob a forma de uma impossivel racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inutil é o último grau de uma racionalidade implacável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inutil é o fim da escadaria da racionalidade, do colossal zigurat da racionalidade. Do topo desse zigurat as razões parecem mesquinhas, meros suportes de um sonho desmedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida das medidas é a Desmesura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Desmesura não é de forma alguma uma ausência de medida, uma sem-medida, um monstro brutal que introduz a caoticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida das medidas é sómente a medida junto da qual todas as medidas são pequenas. Exactamente a medida com que todas as medidas têm de se medir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Desmesura é o que medita e premedita a excelência do Inutil – a sua hierarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comunismo é a redução ao útil. Pior, é a negação das hierarquias e como tal a supressão da racionalidade – uma concessão aos idolos, ao fanatismo, à fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho do comunismo é a redução ao sempre-pequeno, à mediania dos sonhos, à mediocridade, à mesquinhez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto, amigos, a quem pode interessar a mediocridade? – aos comunistas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença entre o util e o funcional – o util utiliza-se e o funcional funciona. O util é para as massas. O funcional é para a instrumentalização das massas ao serviço do Inutil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Glória é sempre algo que é pouco. A aparência da Glória é uma virtude. O ocultamento da Glória é a virtude suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo o depotismo, o verdadeiro depotismo, exige a ocultação da glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando a Glória está enfraquecida é que vem a aparência da Glória. E com a aparência da Glória os seus demagogos (actualmente esse anão da politica e do pensamento que é Hitler).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente vêm aqueles que dizem possuir a Glória – fantasmas de uma decadência, de um miserabilismo de expressão, de uma pobreza de Alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que dizem possuir a Glória são como cães que ladram quando vêem um estranho. No ladrar não há eternidade. Os estranhos afastam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro poder parece e é Inutil. Por isso ele é poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falso poder fala do útil. Por isso ele é venenoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem o poder cria os modelos. Os que são efeitos do poder executam os simulacros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inutil trai-se constantemente a si mesmo e não necessita sequer de se afirmar através da fidelidade à verdade. A verdade é esse trair-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANUAL DE TRAIÇÕES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traição primeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só na apresentação a verdade tem lugar.&lt;br /&gt;Só no ocultamento da apresentação a verdade tem lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traição segunda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um edificio tem um interior e um exterior.&lt;br /&gt;Uma pintura é uma falsificação e um segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traição terceira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma obra de arte é que nela vai dito.&lt;br /&gt;Uma boa obra de arte é a que trai constantemente o que nela vai dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o artista sabe é muito mais não só do que diz, mas de tudo o que pode dar a entender. Ser espectador é saber deixar-se ser traído.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-7823413431560918527?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/7823413431560918527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=7823413431560918527' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7823413431560918527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7823413431560918527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/03/barata-o-intolerante.html' title='Barata, o Intolerante'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R-I650F0YpI/AAAAAAAAAo4/jpO_IMtQ6pE/s72-c/manifesto-brito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-8503796365540530978</id><published>2008-03-07T10:15:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T10:40:01.542-08:00</updated><title type='text'>autoria, singularidade, originalidade</title><content type='html'>os 3 inimigos publicos do post-modernismo «marxista»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a autoria, como já vimos no post anterior é o garante da consciência, da imanencia, da responsabilidade e de alguma afectividade ( há autores que amamos e outros que detestamos ou achamos pirosos, mesmo que sejamos «injustos»)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a singularidade da obra de arte? não é o mais relevante - mas a massificação? caramba - no fundo a singularidade da obra é uma «presença» (mesmo quando falsificada) de um autor que amamos - as reproduções de Mondrian não lhe fazem justiça, nem sequer boas cópias, os quadros de Malevich pintados por assistentes eram muito piores, e quanto ao urinol de Duchamp... é uma peça quase tão aurática (e «fetichista») quanto a Mona Lisa... quanto mais reproduzido mais aurático...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a originalidade? é um mito... e aí estou de acordo... é no fundo a singularidade do autor como gestor de influências, citações, pastiches e outras tretas... mas se for realmente «original», criativo, «bom»... que venha a «originalidade»... não é nenhum monstro a combater...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é claro que coloco estas três «virtudes» dentro de uma prespectiva crítica, heteronimicamente falando - sem caír na ideia clássica da obra «perfeita»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a arte é uma coisa que torna a vida mais intensa, como uma especiaria, não é uma receita para fazer «revoluções» - mas pode ser muito mais do que isso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-8503796365540530978?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/8503796365540530978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=8503796365540530978' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8503796365540530978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8503796365540530978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/03/autoria-singularidade-originalidade.html' title='autoria, singularidade, originalidade'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-7583679953130776577</id><published>2008-03-07T08:30:00.000-08:00</published><updated>2008-03-07T10:15:28.379-08:00</updated><title type='text'>o «autor» - ou a tal pessoa que dá o corpo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R9GCuOdzZFI/AAAAAAAAAoY/Ow2lYRUErk4/s1600-h/PP-Linea.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175061177494103122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R9GCuOdzZFI/AAAAAAAAAoY/Ow2lYRUErk4/s320/PP-Linea.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;em 1979 Foucault complementou com outros argumentos na conferência «o que é um autor» uma já antiga e emblemática conferência de Barthes sobre a «morte do autor»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a operação de Barthes (e em parte a de Foucault) não é muito diferente de um dito de Duchamp (ce sont les regardeurs qui font un tableau) - no fundo é destronar a imagem oitocentista e «castradora» dos grandes autores e reivindicar o direito, e o prazer ,de usufruir mais «aprazívelmente» o texto (penso em Barthes, o hedonista, e não em Foucault, o «estoico»)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;confesso que a cultura do copyright me «constrange» um pouco (citar, parodiar, pastichar, remontar, re-escrever é fixe), mas trata-se de um puro exagero atribuir tantos nefastos efeitos ao «principio funcional» que Foucault atribui ao autor. E inquieta-me o final do texto - «o autor não procede a obra?»... então de onde vem a obra? De uma máquina? De um rumor anónimo? De um mundo que anonimamente fabrica coisas? Ou «o autor é uma figura ideológica graças à qual ser conjura a proliferação do sentido»? Uma «figura ideológica»? Não, a questão do poder do «autor» é apenas a do efeito de o que é, ou foi uma imanência. Uma «figura ideológica» é uma péssima desculpa e uma essencialização do que é um mero acto. Depois temos a parábola da circulação na «absoluta liberdade» do anonimato, a ideia-terror da desterritorialização absoluta a contrapor à ideia «burguesa», menos territorial do que se imagina, da «propriedade» autoral.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E então vem o grande final: «Todos os discursos, qualquer que seja o tratamento que se lhes imponha, desenvolver-se-iam no anonimato do murmurio. E já não se escutariam as estafadas perguntas - "Quem é que está mesmo a falar? É ele, deveras, e nada mais? Com que autenticidade ou originalidade? E o que é foi expresso de mais profundo no seu discuro?". Escutar-se-iam outras perguntas como estas "Quais os modos de existência deste discurso? Quais são os lugares reservados para possiveis sujeitos? Quem pode cumprir essas diversas funções do sujeito?". E por detrás destas perguntas não se escutaria mais que o rumor de uma indiferença. &lt;strong&gt;What difference make who is speaking?&lt;/strong&gt;»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que diferença faz quem fala? Pergunta Foucault. E a resposta em aberto é a de que faz «toda a diferença». Como também faz «toda a diferença» quem escuta e o que se escuta. A questão está exactamente na intensidade não só do produzido e da recepção, mas de quem dá o corpo na produção. Há uma espécie de apelo a uma indiferença generalizada que abre caminho para uma burocratização das significâncias. As questões interessantes que Foucault coloca burocratizam efectivamente o «texto» ao considerá-lo como dispositivos, mecanismos, transitos de linguagem, modos de coexistência eristica de poder,etc. É certo que a figura do autor obscurece e cega grande parte da percepção da obra... mas a alternativa seria caír ou numa rede formalista ou numa espécie de fiscalização ideológica (as aborrecidas genealogias de ninharias que os foucaultianos geraram), não muito longe de uma lógica de denuncia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Longe deste filão está a frase de Artaud (um autor?) quando diz que é o estado do seu corpo que fabrica o juízo final. Ou de muitos casos menos apocalipticos (o filão Fluxus) em que a arte é a vida, com ou sem assinatura pespegada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bakhtine voltou a sublinhar alguns anos depois de Barthes e alguns antes deste Foucault que o esquecimento progressivo dos autores (depositários das palavras dos outros), leva ao anonimato e à monologização... no fundo, ao totalitarismo, que Bakhtine tão bem conhecia... a autoria é o garante de um estado «vivo» não fossilizado da linguagem, e da possibilidade de dialogo e da politonalidade discursiva... e consequente relativização (auto-parodia, ironia, etc.) da autoria, uma vez que é através desta que várias vozes falam... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o autor é consequência de uma «nominalização» da cultura, oposta à ideia essencializadora de que é são as linguagens ou outras estruturas que falam - mas sem faladores não há linguarejar - &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o autor é uma imanência impura e defeituosa, um híbrido que também se deixa falar um pouco, mas que não é necessáriamente nem efeito, nem passividade, nem autenticidade - o autor literário é mesmo o desfazedor das hipocrisias da «autenticidade», um puro e «honesto» dissimulador (e vemos isto em obra nas peças de Shakespeare e tantos outros) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é claro que há situações de colaboração autoral que são ferteis, mas toda a autoria é precisamente uma colaboração com autores «contemporaneos» e com outros que os precedem e que não andam para aí a pastar nos mass-media&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a autoria é algo que não podemos dissociar da consciência, por mais dificil de determinar que seja, por mais voluvel, voluptuosa, caprichosa e metamórfica que ela nos surja (e ela surge-nos tanto assim!) - a consciencia torna tudo contemporaneo, ainda que seja assistida por uma «consciencia histórica»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;sonhar com as virtudes da indiferença e do anonimato é abrir portas demasiado obscuras - mas os autores Barthes e Foucault acabam vingativamente por regressar com os seus «imponentes» e fantasmagóricos nomes&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-7583679953130776577?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/7583679953130776577/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=7583679953130776577' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7583679953130776577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7583679953130776577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/03/o-autor-ou-tal-pessoa-que-d-o-corpo.html' title='o «autor» - ou a tal pessoa que dá o corpo'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R9GCuOdzZFI/AAAAAAAAAoY/Ow2lYRUErk4/s72-c/PP-Linea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-3735001900980869211</id><published>2008-03-06T23:21:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T23:44:29.957-08:00</updated><title type='text'>bakhtine, consciencia, imanência e carnaval</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R9Dxuk0kBHI/AAAAAAAAAoQ/KXKS-3bXg_M/s1600-h/PP-Artom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174901754309117042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R9Dxuk0kBHI/AAAAAAAAAoQ/KXKS-3bXg_M/s320/PP-Artom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;foi o Ernesto de Sousa que me introduziu ao Bakhtine - li o Rabelais e o artigo da Kristeva, e mais tarde a «Estética da criação Verbal» &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o Bakhtine era na altura complementarizado com o Saussurre dos anagramas editados pelo Starobinsky&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;«Historicidade. Imanência. (...) Toda a palavra (todo o signo) dum texto conduz para fora dos limites desse texto. A compreensão é pôr em relação um texto com outros. O comentário. Dialogicidade desse pôr em relação. (...) A dialética nasceu do dialogo para regressar ao dialogo a um nivel superior (ao diálogo de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pessoas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;). (...) Monologismo hegueliano na Filosofia do Espirito.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hei-de voltar a Bakhtine - no fundo a consciência é imanência, e a imanência é a de um «autor» que com a (auto)reflexividade e a relação com os outros ( mais do que com um abstracto Outro - trata-se de outros que também são imanentes) acaba por ser carnavalesca (feita de dissimulacros, de papeis híbridos de hetero-autorias).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O romance e a tradição menipeica (cínica/sofística) desmontam os circuitos de poder-reconhecimento-dialética de Hegel porque encenam as consciências carnavalescas e livres desde o ínicio - Antístenes e Diogenes não reconhecem nenhum senhor e não precisam de ninguém que os «reconheça» senão como personsagens da cidade. O parasita, o pária e o oportunista também são herois éticos que surfam entre patronos - é o quie se passa no Satiricon. Etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É com Bakhtine que temos que pensar os apocalipticos da arte - Hegel, Mondrian, Reinhardt, e perceber como a ideia da «morte da arte» ou da do autor é uma consequência do monologismo e da velha dialética. A que poderes é que isso serve?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-3735001900980869211?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/3735001900980869211/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=3735001900980869211' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3735001900980869211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3735001900980869211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/03/bakhtine-consciencia-imanncia-e.html' title='bakhtine, consciencia, imanência e carnaval'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R9Dxuk0kBHI/AAAAAAAAAoQ/KXKS-3bXg_M/s72-c/PP-Artom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-7657254041785285017</id><published>2008-02-29T04:35:00.000-08:00</published><updated>2008-02-29T04:37:52.912-08:00</updated><title type='text'>Thais segunda Saint Satie</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R8f8kZmj6WI/AAAAAAAAAoI/rE-Yn8AuS6g/s1600-h/IMG_2496.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172380399336417634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R8f8kZmj6WI/AAAAAAAAAoI/rE-Yn8AuS6g/s320/IMG_2496.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nesse tempo os anacoretas estavam muito povoados de deserto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As cabanas enchiam-se de bacanos que curtiam retirar-se do mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Nilo era um laboratório filosófico para solitários. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era uma época em que até o rosa era uma côr esfingica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As palmeiras erasm abanadas por mãos sequiosas de se libertarem de uma treta qualquer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As vanguardas russas estavam atentas ao longe com os seus manifestos aguerridos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas havia muita folha de ouro em comum nesta distância de encenar o sagrado ou cuspir-lhe veentemente&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-7657254041785285017?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/7657254041785285017/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=7657254041785285017' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7657254041785285017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7657254041785285017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/02/thais-segunda-saint-satie.html' title='Thais segunda Saint Satie'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R8f8kZmj6WI/AAAAAAAAAoI/rE-Yn8AuS6g/s72-c/IMG_2496.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-4252644493532515092</id><published>2008-02-29T04:33:00.001-08:00</published><updated>2008-02-29T04:34:49.696-08:00</updated><title type='text'>INFRAÍSMO (esboço)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R8f725mj6VI/AAAAAAAAAoA/KTE8cgBYAxg/s1600-h/hammering.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172379617652369746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R8f725mj6VI/AAAAAAAAAoA/KTE8cgBYAxg/s320/hammering.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abstracção é uma forma superior de dissimularmos a nossa entusiastica iconofilia – as formas estruturantes (simples) são propulsoras da propensão imaginal e não suas adversárias – a abstracção, assim como as teorias mais «imaterializantes» da prática artistica são como açucar que adoça as práticas ditas representativas. Por isso nos entregamos ao ardor teórico, à abstracção, aos derivados da tradição do ready-made e à escultura presentista ou social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa franquesa cínica (na tradição de Diogenes - ou na do tantrismo mais extremo) é filtrada quer pela lógica sofística do prazer da refutação e da ilusão, e por sua vez orquestrada pelos prudentes hálitos pirronicos (por uma desconfiança em tudo, sobretudo nos aspectos mais exebicionistas e infrutiferamente contestatários do cínismo) – no entanto estes três modos supostamente incompatíveis estão em latente estado explosivo, como se o cínico-canibal que há em nós quisesse cuspir e grunhir na oratória do sofista e morder/devorar as balofas canelas do apático cepticista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um vortex conceptual que é subjacente ao badalhoquismo (espontaneidade) formal da prática. Esse vortex é resultado de um excessivamente excitante entusiasmo teórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos na eficácia das formas por parte de quem as usa – sdeja ele criador, seja um utilizador – mas não acreditamos na eficácia simbólica estrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Iconologia, como disciplina que atribui sentido ao vai-vem entre as inclinações teóricas e uma tipologia de imagens é bem mais adequada à abstracção do que às velhas damas panejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizador-manipulador-criador – a relação pessoalizada com as formas/fluxos/vortex-conceptual não é desinteressada nem contemplativa – as formas são ferramentas que utilizamos para intensificar os nossos animos, para clarificar e ginasticar o nosso corpo-mente, e fazer fluir magestosamente as subterraneas correntes da criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globalizamos singularizando – o nosso environment reincorpora o que há de palaciano no passadismo e filtra quer as àguas extremas da modernidade e os residuais charmes do periferismo – mas não nos extasiamos sempre com a condição suburbana. Não temos complexos quanto à nossa tradição que vem do fundo pré-histórico, não como um vingativo fantasma, mas como uma arte de polir e de ser claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos infraístas porque a nossa concepção do absoluto é anti-transcendentalista: somos materialista, pluralistas e militantemente anti-totalitários. Gostamos da linguagem filosófica, quer da enxuta, quer daquele que assenta bem com escabeche retórico. Gostamos das pulsões guerrilheiras e dos marotismos, assim como da àcida provocação – mas somos essencialmente doces, e polilíricos. Apologistas retóricos dos grandes feitos, somos pragmatistas das pequenas coisas – sem snobismos e pretenciosismo pindéricos, nem concessões ao grande hipercapital.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-4252644493532515092?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/4252644493532515092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=4252644493532515092' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/4252644493532515092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/4252644493532515092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/02/infrasmo-esboo.html' title='INFRAÍSMO (esboço)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R8f725mj6VI/AAAAAAAAAoA/KTE8cgBYAxg/s72-c/hammering.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-333004722417020071</id><published>2008-02-09T04:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T04:46:01.687-08:00</updated><title type='text'>a «morte» da «morte do autor»</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R62gfAMq2-I/AAAAAAAAAn4/_fHxfEd3LRg/s1600-h/DSC01676.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164960802153356258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R62gfAMq2-I/AAAAAAAAAn4/_fHxfEd3LRg/s320/DSC01676.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A sintaxe é o desejo, a articulação posicional, as relações explicadistas (de variada intensidade e interesses) que a linguagem tem. Não concordamos com Nietzsche nem com Cage quando estes dizem que «não nos livramos de Deus, enquanto não nos livrarmos da sintaxe», nem de que esta é meramente um «exército». Não concordamos com Heidegger quando este nos reduz a simuladores do que potêncialmente está na linguagem. Não há uma linguagem estanque. O alemão foi umas lingua que se fez e se está fazendo num sentido que um dia não será alemão. O idioma grego foi muitos idiomas, e os filósofos são reféns dos seus calões locais mais do que diccionárias etimologias o-mais-antigas-possiveis. Por fim Barthes, Lacan, os estrturalistas e os post-estruralistas. «A linguagem obriga a dizer»? É fascista? O autor morreu? Ou este tipo de teoremas é a mais vasta encenação de uma tese inconsciente que indentificaria o fascismo da linguagem com a morte da criatura que dá o nome e o corpo por uma coisa chamada «autoria»? Há um fundo nazi na mais simples noção da «morte do autor». Não será esta uma consequência lógica do que estava em marcha em Auchewitz e que foi tão bem antecipada nas orgias dos romances de Sade. Quem foi o autor de toda esta máquina de aniquilar identidades? Ou a «morte do autor» não passa de um chavão simbólico usado para desacreditar e suprimir diversos modos de explorar singulares modos de imanência – a vontade de ser mais qualquer coisa do que uma remontagem de clichês e estruturas (um relativo remix) – há alguém ali! Por isso gostamos de autores com biografias sensíveis e lamechas e não de Foucault ou Blanchot.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-333004722417020071?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/333004722417020071/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=333004722417020071' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/333004722417020071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/333004722417020071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/02/morte-da-morte-do-autor.html' title='a «morte» da «morte do autor»'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R62gfAMq2-I/AAAAAAAAAn4/_fHxfEd3LRg/s72-c/DSC01676.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-4992506115468121152</id><published>2008-01-29T01:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T01:14:23.969-08:00</updated><title type='text'>apontamentos para a teoria da homeostética de Doxa/Paradoxa (circa 1985/6?)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57uXyYIXDI/AAAAAAAAAnI/871tas3Bugo/s1600-h/Col.+Proen%C3%A7a+13.1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160824315440553010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57uXyYIXDI/AAAAAAAAAnI/871tas3Bugo/s320/Col.+Proen%C3%A7a+13.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;DOXA/PARADOXA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerar-se-á a teoria Doxa/Paradoxa como um campo lógico ao qual se articulam as seguintes teorias:&lt;br /&gt;1. Ângulo Recto&lt;br /&gt;2.6=0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOXA EST IN PARADOXA&lt;br /&gt;PARADOXA EST IN DOXA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveriamos começar com algumas citações de Górgias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1. A seriedade do adversário deve-se destruir pela brincadeira e a sua brincadeira pela seriedade.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;2.Nenhum retórico ou filósofo defeniu até hoje o Kairos, nem mesmo Górgias que foi o primeiro que tentou escreveu sobre esse assunto. (comentário pejorativo de D. de Halicarnasso)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;3.O Ser seria invisivel se ele não fosse retomado pela Doxa, e a Doxa inconsistente se não apreende o Ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;4.Os mitos e os acontecimentos têm Apatê, e aquele que ilude é mais justo do que o que não-ilude, e aquele que aceita a ilusão mais sábio que o que lhe resiste. Aquele que ilude é mais justo porque realiza o prometido, e o que é iludido mais sábio, porque deixar-se enredar nos prazeres do discurso (Logos?) prova que é dotado de sensibilidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;5.Nada há(é). E se é, é desconhecido. Mas se o é é e se é conhecido não se expõe aos outros. Ou. Nada é. Mesmo que seja o homem não o apreende. Mesmo que apreenda não é comunicável nem explicavel a outrem.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra de Górgias é em si um programa precursor. A linguagem não repousa nas suas aporias ou num indizivel, os seus fundamentos são sempre paradoxais, logo não são verificáveis, que o diga Godel. Górgias continua o paradoxo de Epimedes aplicando-o a toda a linguagem e aplica os paradoxos de Zenão contra Zenão. Mas indirectamente, porque ao levar a Tautologia de Parménides às ultimas consequências, isto é, ao paradoxo, deslegitima Zenão legitimando os seus argumentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-4992506115468121152?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/4992506115468121152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=4992506115468121152' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/4992506115468121152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/4992506115468121152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/apontamentos-para-teoria-da-homeosttica.html' title='apontamentos para a teoria da homeostética de Doxa/Paradoxa (circa 1985/6?)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57uXyYIXDI/AAAAAAAAAnI/871tas3Bugo/s72-c/Col.+Proen%C3%A7a+13.1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-3631010209554862209</id><published>2008-01-29T00:59:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T01:03:42.625-08:00</updated><title type='text'>O Asco e o Compromisso (1986)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57r6CYIXCI/AAAAAAAAAnA/QkTv6rUFm_U/s1600-h/H+523.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160821605316189218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57r6CYIXCI/AAAAAAAAAnA/QkTv6rUFm_U/s320/H+523.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em anexo aos textos anteriores este dilema pequeno-burguês do compromisso e incoerência Homeostéticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Prefiro o cheiro a Snoopy que o cheiro a pseudo-Snoopy /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o exageradamente querido ao querido com pretenções intelectuais /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ranço dos comerciantes à etiqueta das calças do galerista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– e mesmo assim /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque não vender uns quadrinhos /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pactuar e porque não com os espiritos do esgoto /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vêr publicitado o inexistente – Me /&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ufa ufá!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-3631010209554862209?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/3631010209554862209/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=3631010209554862209' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3631010209554862209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3631010209554862209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/o-asco-e-o-compromisso-1986.html' title='O Asco e o Compromisso (1986)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57r6CYIXCI/AAAAAAAAAnA/QkTv6rUFm_U/s72-c/H+523.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-1381838253217992075</id><published>2008-01-29T00:50:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T00:56:44.507-08:00</updated><title type='text'>movimentos de arte segundo a Homeostética (1986)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57qECYIXBI/AAAAAAAAAm4/1FmBSAODacQ/s1600-h/Kosuth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160819578091625490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57qECYIXBI/AAAAAAAAAm4/1FmBSAODacQ/s320/Kosuth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE ALGUNS MOVIMENTOS DE ARTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conceptualismo&lt;/strong&gt; – simulacro da ideia enquanto ideia, hospitalização neo – platónica de uma pseudo- epistemologia de raiz artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte povera&lt;/strong&gt; – snobismo do material enquanto materialismo snob.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minimalismo&lt;/strong&gt; – anacronismo da industria como arte, asneiras da diferença enquanto escala, imbecilidade da repetição enquanto contéudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Land-Art&lt;/strong&gt; – piqueniques para intelectuais pequeno-burgueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Happeningues&lt;/strong&gt; – saloiada&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-1381838253217992075?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/1381838253217992075/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=1381838253217992075' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1381838253217992075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1381838253217992075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/movimentos-de-arte-segundo-homeosttica.html' title='movimentos de arte segundo a Homeostética (1986)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57qECYIXBI/AAAAAAAAAm4/1FmBSAODacQ/s72-c/Kosuth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-5386848541354847340</id><published>2008-01-29T00:40:00.000-08:00</published><updated>2008-01-29T00:50:09.164-08:00</updated><title type='text'>um manifesto de 1986</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57ojiYIXAI/AAAAAAAAAmw/B0tlUJEeyIs/s1600-h/PP+417+V.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160817920234249218" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57ojiYIXAI/AAAAAAAAAmw/B0tlUJEeyIs/s320/PP+417+V.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Encontrei mais um manifesto homeostético já passado a limpo e do qual tenho o manuscrito e que não está entre os &lt;a href="http://testeproenca.com.sapo.pt/MANIFESTOS%20HOMEOSTETICOS%20COMPLETOS.htm"&gt;manifestos "completos"&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;EX – CURSÕES HOMEOSTÉTICAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1986 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contra o neo-construrivismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: a propagação decadente de um modelo esvaziado. O último atalho da metafisica, radicado na estética da incumensurabilidade, na arké, do significante. O neo-construtivismo é um deserto nihilista, anti-artístico, baseado nos critérios do não-dispêndio, da retenção do ser interjeccional, num narcisismo sem rasuras e sem corpo – como tal é objecto como o são todas as coisas relativas á essência e ao ob-jecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Educação espartana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – a flexibilidade e a força de uma disciplina! De uma guerra subtil a todos os artistas instalados no sue trabalho hipnótico, escasso, balofo, vivendo da indisposição para o Entusiasmo da arte. Por isso opomos o músculo, a vertigem diária de uma ginástica, o horizonte de um inimigo permanente, multiforme, qual monstro oriental que perpétuamente é atingido e que perpétuamente se transforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este músculo nómada que constantemente funda (dá fundo), novo Alexandre, devastando e infligindo uma marca duradoura às Àsias artísticas – novas capitais desta purgaturial muscularização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não deveremos nós recusar a mais ignóbil das prostituições: &lt;span style="font-size:180%;"&gt;a assinatura?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O estilo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – se o estilo é essa excessiva proeminência das saliências e das pregnâncias então sou um idolatra do estilo, um praticante dos seus mistérios, um cultor dos seus segredos. Porém há que levar mais longe o estilo como sua dissolução acentuando ainda mais as suas convexidades e concavidades, aumentando o delirio das diferenças, retendo as guerras e os impetos. Esse estado explosivo e cruel é porém uma criatura minuciosa, apta às vezes para as mais espetaculares economias assim como para os faustosos dispendios. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contra o estilo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – contra os cultores monológicos, o emprobrecimento, a redução ao minimo. O estilo é positivo porque reduz ao máximo as interjeicções. O estilo como o hábito é a pior das domesticações: há um tempo para o estilo, mas toda a perpetuação para a eternidade é um nojo. Só chegam à posteridade os estilos que a recusam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A posteridade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – se somos inevitavélmente proféticos isso não resulta de um desejo de assentarmos nessa futuração: pistas são pistas e o que vem é sempre outro. Eis uma das razões para essa in-disposição do futuro. A nossa disponibilidade para o futuro é o ser contra a posteridade, isto é, o sabermos a radical não posse que é o devir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem teme enfrentar os problemas modernos?&lt;/strong&gt; Os artistas modernos nas suas luxuosas colmeias vivem a letargia do trabalho de abelhas que não conhecem a luz do dia, nem o pólen. Como não trabalham nesta uraniana paz a ruina das flores vai sendo inevitável. Detêm-se hipnotizados pela compactidão do conforto. O homeóstético sai para as clereiras, dorme ao relento, constrói pequenos abrigos – não teme a doença, a fome, as catástrofes, porque &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;kairos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; o conduz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda o estilo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – A radicalidade da desmesura entendida como obsessão: o grande compasso estílistico homeostético. Desmesura nas mais infimas orquestrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo não é a interjeição domesticada por um código, mas o “polemos” entre interjeição e os códigos. (oposição entre a noção clássica de estilo e a homeostética)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos pressa do Novo, nenhuma ansiedade: somos vagarosos – o Novo encontra-se apenas nessas minuncias temporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que idealismos! Que canduras! Que friquismos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – exclamam os maquínicos detractores da homeostética, palitando os dentes. Mas de que necessitam os nossos daimones mais que esses dinamismos, essas canduras impetuosas, essa errância despreocupada. Os deuses favorecem esta nossa aventura, só fora dela estaremos expostos à suas inclemências. Perante a sua consumada impotência os espectadores retorcem os seus tediosos grunhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro – é fugindo que nos encontramos (sic): não é o equivoco um dos nossos principais motores? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-5386848541354847340?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/5386848541354847340/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=5386848541354847340' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5386848541354847340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5386848541354847340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/um-manifesto-de-1986.html' title='um manifesto de 1986'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R57ojiYIXAI/AAAAAAAAAmw/B0tlUJEeyIs/s72-c/PP+417+V.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-8047326583548760031</id><published>2008-01-28T11:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T12:36:04.156-08:00</updated><title type='text'>was ist artephysis?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R547DSYIW_I/AAAAAAAAAmo/2yP2x_NnTDQ/s1600-h/IMG_1476.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160627150671862770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R547DSYIW_I/AAAAAAAAAmo/2yP2x_NnTDQ/s320/IMG_1476.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;artephysis é o «segundo» termo homeostético, indissociável da palavra homeostética -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;regra geral pensava-se a arte na sua relação de «imitadora» da natureza, ou, na perspectiva mais esteticista e paródica de oscar wilde, como uma percursora do que é possível vislumbrar na natureza - segundo o canudo heideggeriano ou braudillardiano, a velha tékné torna-se incontornável e o seu incontrolável poder hiperrealiza-nos, tornando-nos um dejecto do seu assombroso poder - mas o troglodita, apesar das próteses, continua a fazer das suas (mesmo quando o planeta encena o seu HARA-KIRI!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na perspectiva homeostética a coisa é diferente - a physis (traduzível ou «intraduzível» pela mais acessivel noção de &lt;em&gt;natureza&lt;/em&gt;) é já arte, no sentido vasto em que esta é uma pulsão-produção poética e também um modus operandi - de certa forma os nossos terríveis recursos tecnológicos são mais uma manha que a physis encontrou de explorar potencialidades de um modo mais directo, ou se preferirem, mais perverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homeostética surgira assim como algo que instiga essa caracter exploratório presente na artephysis introduzindo equilibrios e desiquilibrios, simplificações e complicações - no fundo trata-se de gerir um apetite metamorfico, de abraçar a diversidade e a complexidade com alguma economia e funcionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo a Homeostética procura multiplicar os pontos de vista sem se reduzir a um ecletismo - serialização pluralista (e sincretista-eristica), como em Fernando Pessoa? Claro. Mas também algo como uma arte homeopática, não apenas no sentido em que a arte, como boa vigarista ou vulgar terapeta (feiticeiro ou médico encartado), curaria «você», mas um passo mais à frente de uma consoladora beleza, ou saúde, ou felicidade. Não se trata de aperfeiçoar, nem de melhorar, nem de superar, mas de levar o caracter lúdico da artephysis a intensificar mais e mais as suas possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros apontamentos sobre a artephysis não passavam de pretenciosos apontamentos que foram reconvertidos 20 depois. Damos aqui em excerto (longo!): &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Le soi-disant orgão genital do movimento neo-canibal&lt;br /&gt;(1982)&lt;br /&gt;mais tarde&lt;br /&gt;(1983)&lt;br /&gt;convertido no dito cujo Movimento Homeostético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Irmãos inumanos: a grande saída do já velho impasse estético-ténico-artístico repousa (graças à sua dulcíssima agitação secreta) na physis (vulgo natura), esse espectro da fecalidade ( dejectísmo-abjeccionismo) que as leis da termodinâmica põe em ebulição como pastel em arrefecimento nos arredores dos arredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é a physis ((a natura desnaturata)) ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão: é a balbúrdia na classificação e a categorização das excepções, isto é, o movimento sob o qual Heráclito dorme no seu sono de estrume heroico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não defenirei (isso jamais!) a arte senão como variante de defenições poltronas que nos temeram preceder. Ousemos criar os nossos tímidos percursores colocando bombas debaixo das suas doces estátuas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso passo a bola à artephysis! (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é a artephysis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A zona erógeno-vegetal-animal do pensamento onde se processa toda a criação (na sua vastidão gloriosa digna de ser filmada por mr. De Mile)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A glândula onde a complexidade encontra a sua imagem genésica ou primordial com parra a esconder o exibicionismo adamico já que a Eva nada tem para esconder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse primordial é neo-complexo? É uma reorganização? É uma fraude? É uma conspiração vagamente neo-nazi? Ou uma boa intenção franciscana com pulgas e tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão: ficção[1]! E porque não? A artephysis é uma concretização da arteficção, uma metáfora cuja imagem é o socialismo estético (em versão de falanstério filosófico-ecologista!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;; é pois pela sua mudança que ele alcança o repouso (Heráclito again and again and again).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A artephysis é o fruto bem maduro do mais cabotino pretenciosismo que acabará por se tornar simpático e digerível com a adaptação perfeita a uma sociedade de inadaptados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela implode em metacatástrofes poligenésicas, caosgenéticas e totoloticogenéticas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, quiçá, a superestrutura (juras?) que cede o lugar à poliestrutura (ora méssa!)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a Civilização (com a sua propensão para a denegação) que se desagrega em focos civilizacionais interactuantes e bué da afirmativos (Amén!)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a individualização colectiva (fim da moda?) processada a um nivel multiforme e hiper-complexo (renascimento de cómicas cloacas locais em diálogo delirante umas com as outras?), e não a individualização uniformizadora de consumidor passivo na era da globalização niveladora (bof!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda a inflação da inflexão (crescendo de pontos de ruptura e de manobras de diversão com comício e carrinhas a vender sandes!)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma verdadeira artephysis (natureza homeosteticada e desdomesticada) é filha destes dois casos clínicos que passamos a explicitar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a)A crueldade : a crueldade é a intuição (bolchevico-kantiana) no seu estado de máquina de guerra produtiva. Criar implica transformar, logo, implica destruír, sem condescendência, todas as formas panhonhas que atropelam o expansionismo vitalista! (Heil Hitler!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b)A fraternidade: a fraternidade é a partilha instrumental dos fluxos criativos. No fundo, no fundo, somos todos filhos de um Demiurgo (falhado? morto? falso?), seja de que tipo fôr. Irmãos, como já disse (parafraseando Villon) inumanos, ma non troppo!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo isto devia ser mais explicadinho ainda...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-8047326583548760031?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/8047326583548760031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=8047326583548760031' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8047326583548760031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8047326583548760031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/was-ist-artephysis.html' title='was ist artephysis?'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R547DSYIW_I/AAAAAAAAAmo/2yP2x_NnTDQ/s72-c/IMG_1476.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-664779199668191528</id><published>2008-01-28T01:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T02:18:37.824-08:00</updated><title type='text'>escrever "sobre" arte</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R52r7CYIW-I/AAAAAAAAAmg/k5y1eGTUXRw/s1600-h/H+783.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R52r7CYIW-I/AAAAAAAAAmg/k5y1eGTUXRw/s320/H+783.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160469778775170018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a maioria dos textos sobre arte contemporanea, sobretudo escritos pelos seus protagonistas mais esclarecidos, fazem-no no mais inadequado dos modos, como se nunca tivesse existido uma prática de escrita de "vanguarda" que atravessou ao longo do século XX as artes e que lhe esteve intimamente associado - tenho saudades desses velhos críticos e teóricos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje, a maioria dos discursos em torno da arte continua a ser feita na mais burocrática e repressiva das formas estilisticas, e a forma de apresentação dos catálogos e outros objectos afins é aborrecida, convencional, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o clichê de que alguém que teoriza empenhadamente sobre arte só o pode fazer hoje (desde há algumas décadas) honestamente tornando-se artista encontra resistência nos profissionais da escrita que ainda julgam que a escrita é um espaço meta-artistico (ou então esqueceram-se disso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando leio velhos e "ultrapassados" teóricos (como o Buchloh, a Krauss, o Foster, etc.) falarem do "retorno do reprimido" a propósito de Picasso, Picabia e De Chirico (que na escrita foram suficientemente radicais os três), ou invocarem Bataille como um dessublimador (Bataille que também é precorrido pelo uma pulsão destrutiva que herda de Sade e que é em boa parte um fluxo tanático de total desinibição(/destruiçãlo presente no fascismo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confesso que tenho saudades do estilo displicente do Cage e do Ernesto, da literatura experimental, da simultaneidade, do seu lado preformativo e divulgativo, da prosa pop do Deleuze do primeiro Anti-Edipo, das polémicas ardentes do Cezariny e do Pacheco, dos textos (mais uma vez!) do Batarda e do Lapa, do Arthaud, etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma história de arte do século XX, e por arrastão, qualquer história de "arte" só tem sentido enqjuanto obra de arte - neste sentido até um Aby Warburg pode ser lido-visto como um artista, ao contrário dos empenhados empresários-curators&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por isso há que dar um novo impulso ao projecto revolucionário-revisionista homeostético (o revisionismo homeostético não é um regresso hermeneutico ao passado, apenas faz expandir e reactivar as energias "revolucionárias" adormecidas no sentido de uma maior complexidade e de um progresso mimético-tecnológico (para uma iman^rencia mais imanente)) - é retórica pimba revolucionária mas é tal e qual&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-664779199668191528?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/664779199668191528/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=664779199668191528' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/664779199668191528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/664779199668191528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/escrever-sobre-arte.html' title='escrever &quot;sobre&quot; arte'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R52r7CYIW-I/AAAAAAAAAmg/k5y1eGTUXRw/s72-c/H+783.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-5644784957900204263</id><published>2008-01-25T00:50:00.001-08:00</published><updated>2008-01-25T00:56:22.330-08:00</updated><title type='text'>filme e budonga</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R5mkECYIW7I/AAAAAAAAAmI/x4ZxKYRZwK8/s1600-h/DSCF0973.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R5mkECYIW7I/AAAAAAAAAmI/x4ZxKYRZwK8/s320/DSCF0973.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159335237394127794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;está em fase de realização-montagem-work-in-progress o filme de bruno almeida (na altura um correspondendo-se em Nova Iorque com os Homeostéticos) que será um filme-revelação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao lado, uma imagem de budonga (uma das budongas rreais!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-5644784957900204263?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/5644784957900204263/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=5644784957900204263' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5644784957900204263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5644784957900204263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/filme-e-budonga.html' title='filme e budonga'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R5mkECYIW7I/AAAAAAAAAmI/x4ZxKYRZwK8/s72-c/DSCF0973.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-5441751820920682648</id><published>2008-01-18T02:08:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T00:38:04.783-08:00</updated><title type='text'>fraud after meaning</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R5mfsyYIW5I/AAAAAAAAAl4/E2q0miJYV0M/s1600-h/Untitled-13.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R5mfsyYIW5I/AAAAAAAAAl4/E2q0miJYV0M/s320/Untitled-13.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159330439915658130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"fraud after meaning" é uma frase de um desenho que fiz em 1986 - as teorias da fraude estavam no ar por essa altura, de Umberto Eco a Deleuze (veja-se o capitulo, "as potências do falso" no segundo volume de Imagem- Movimento)e  à divulgação por Schnabel das Recognitions do William Gaddis - a cavalgada homeostética nas terras carnavalescas e do falso era teórica e fez-se mais do lado nietzchiano (deleuze e derrida) e de certa forma contra Braudillard, ou pelo menos, contra o modo como os americanos "posmodernos" o adaptaram (hoje Braudillard parece-me muito mais simpático)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma sucessão de heterónimos, desde 85 surgiu-me como consequência lógica de uma teoria instintiva da fraude - no fundo Fernando Pessoa já teorizara mais do que suficientemente sobre o filão shakespeariano das máscaras e sub-máscaras - e de uma relação que é simultaneamente retórica e instintiva (mimética) com que nos envolvemos poéticamente com o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o primeiro desses heterónimos foi Jacques Pastiche no ínicio de 1985, uma espécie de Erick Satie de segunda, e depois vieram Renato Ornato, Francisco Xavier, Karl Otto, Luis Mendonça, Augusto Barata, Aldo, o Marquês de Abrantes dito Eugénio, Julio Rato, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma teoria explicita da dissimulação aparece em Francisco Xavier:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO DISSIMULACRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pro-voca a arte, o seu instinto, é a vontade de dissimulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excluem-se duas hipóteses: &lt;br /&gt;a hipótese mimética (da representação) &lt;br /&gt;a hipótese de uma aporia relativamente ao mimético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira hipótese diz que a arte vem de um instinto antigo, o de simular. &lt;br /&gt;O de simular um «outro». &lt;br /&gt;O de procurar o acesso ao estranho. &lt;br /&gt;O de tornar conhecido o que ainda não é &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– simulações e hipersimulações tornaram-se hoje banais: &lt;br /&gt;tudo pode ser simulado (aparentemente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda hipótese tem a mesma raíz, mas diz que nada pode ser completamente simulado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa irredutibilidade cria uma margem de não-simulação. &lt;br /&gt;Essa fissura é uma aporia indefenivel (aporia apeiron), sem contornos precisos.&lt;br /&gt;Essa imprecisão ocular é aquilo a que se chama arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa tese vai mais longe e acredita que o instinto que está na base das duas hipóteses anteriores é «a vontade de dissimular». Dissimular toma dois sentidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) o de adquirir uma aparência secretista, uma estratégia de pudor ou de ocultação.&lt;br /&gt;b) o de criar aparências (representações) que surgem como desvio relativamente ao simulável. Há um desejo de excesso, de estranho (de mais estranho que o estranho), de activação de aquilo que parecia ser uma aporia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dissimulação é uma fraude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;«REFLEXO DE SOMBRA DE SIMULACRO DE FRAUDE»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude é o que é passivel de passar por&lt;br /&gt;manhas&lt;br /&gt;ciladas&lt;br /&gt;inumeráveis astúcias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inacessibilidade da aparência, da realidade enquanto real (inatingivel, irrepresentável) postula o império das representações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia (mimetismo sem simulação, ausência de esquematização, ausência dos efeitos do representante) é como tal a maior fraude&lt;br /&gt;- apenas postula a pose&lt;br /&gt;- impõe o desaparecimento do distorsor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora o distorsor (representante) é o que garante o acesso à não-fraude – isto é, à Verdade (fraude de fraude).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude de fraude não é um truque de linguagem, ou uma simples enunciação, mas sim o desaparecimento da linguagem, o acesso à sua exterioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a linguagem é fraude.&lt;br /&gt;O que nos sobra para além dessa fraude?&lt;br /&gt;O nada?&lt;br /&gt;O vazio?&lt;br /&gt;O indefenido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobra-nos sobretudo o fraudar e a instancia deste verbo acopulado com o nada, o vazio e o indefenido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admitimos com muita facilidade a fraude.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas&lt;br /&gt;se a fraude for o motor que acopula os fundamentos&lt;br /&gt;se a fraude for o fundamento dos fundamentos&lt;br /&gt;o mal-estar assoma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assoma a partir do momento em que o que é passivel de ser fraude é admitido como FRAUDE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo o que pensamos é fraude o pensamento surge-nos como &lt;br /&gt;um enorme pesadelo, como a impossivel suspensão de uma esfera em eminência de catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O «mundo como fábula» de Nietzsche é o mundo como fraude, como interminável falsificação, em que tudo é farsa, em que tudo passa por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo no interior da fraude há &lt;br /&gt;rasteiras &lt;br /&gt;pequenas fraudes &lt;br /&gt;dissimulações&lt;br /&gt;desvios&lt;br /&gt;fingimentos&lt;br /&gt;arruídos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pequenas ilhas que legitimam a fraude, que a encobrem, que são relativamente à fraude uma fraude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que a fraude supõe?&lt;br /&gt;um encobrimento&lt;br /&gt;uma mentira sábiamente escondida&lt;br /&gt;uma arte de (se) ocultar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destapado o véu temos a verdade nua e crua. O artifício e as artimanhas transparecem – tudo se torna claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dir-se-ia que a fraude não diz respeito à natureza, ao mundo animal, e que não passa de um laboratório de ficções. Isto é falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude introduz-se a partir do interior do mundo animal com a simulação, com os variados tipos de mimetismo, com o imitar o Outro ou passar por um outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MIMETISMO ANIMAL É A FONTE DO FRAUDAR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simulacro de fraude é o que permanece para além do fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença mais específica (linguistica) entre fraude e simulacro é que o simulacro não pressupõe o ocultamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simulacro é o que se mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente pensa-se o simulacro em oposição a modelo ou protótipo, a algo que é origem ou originário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O originário é a FRAUDE, isto é, o simular na ocultação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;simular de um simulacro na ocultação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIMULACRO E FRAUDE&lt;br /&gt;APENAS SE OPÕE&lt;br /&gt;COMO REFLEXO E SOMBRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reflexo é a excelência dos espelhos.&lt;br /&gt;O que devolve a luz.&lt;br /&gt;O que a esclarece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polissemia da palavra SOMBRA liga-a directamente à ideia de ausência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falta de luz&lt;br /&gt;opacidade&lt;br /&gt;mistério&lt;br /&gt;segredo&lt;br /&gt;escuridão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está na sombra é o que está escondido, que não vê a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra, em princípio, não tem reflexo. Tem tendência em absorver a luz, em guardá-la nas suas entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz «é o que se dá a ver sem se mostrar» (Derrida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flectir quer dizer «dobrar». &lt;br /&gt;Re-flectir é uma inecessante flexão.&lt;br /&gt;É a circularidade e o regresso através dessa dobra.&lt;br /&gt;A reflexão faz circular e regressar aquilo que se dá a ver sem se mostrar.&lt;br /&gt;O reflexo é exactamente aquilo que se dá a ver.&lt;br /&gt;Em visão é a parcela de luz que um objecto não retem.&lt;br /&gt;Não é a totalidade da luz.&lt;br /&gt;Os espelhos são os que reflectem mais luz, mais parcelas de luz.&lt;br /&gt;Um espelho não reflecte na sombra.&lt;br /&gt;A sombra é defenível como aquilo que não é reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reflexo de sombra parece um paradoxo. &lt;br /&gt;A ideia de que tudo é simulacro ou simulação (fingimento) leva-nos a dizer que o «simulacro é aquilo em que não há fraude».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simulacro é o reflexo de um proto-tipo.&lt;br /&gt;A fraude é a sombra.&lt;br /&gt;O protótipo é a fraude.&lt;br /&gt;A fraude é o lugar de onde vem a luz – a luz da fraude.&lt;br /&gt;A fraude é aquilo que se dá a ver sem se mostrar.&lt;br /&gt;O reflexo é o que dá a ver.&lt;br /&gt;A sombra é o que não se mostra.&lt;br /&gt;O simulacro é o que mostra. Mostra-se, em referência narcisica e exibicionista, demonstrando o seu protótipo.&lt;br /&gt;O simulacro é o ver para crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os americanos dizem we did it, expressam o simulacro consumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude, pelo contrário é a grande permanência.&lt;br /&gt;Só regressa à sombra no momento em que é defraudada.&lt;br /&gt;A fraude vive pela sombra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAS A SUA APARÊNCIA É O REFLEXO DESSA SOMBRA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o reflexo de sombra é a expressão apropriada para a &lt;br /&gt;APARÊNCIA DA FRAUDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa aparência simulada, exibida. &lt;br /&gt;Essa aparência simulada na ocultação.&lt;br /&gt;O que se dá a ver sem se mostrar do que se exibe ocultando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-5441751820920682648?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/5441751820920682648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=5441751820920682648' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5441751820920682648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5441751820920682648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/fraud-after-meaning.html' title='fraud after meaning'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R5mfsyYIW5I/AAAAAAAAAl4/E2q0miJYV0M/s72-c/Untitled-13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-3937074539105814630</id><published>2008-01-05T02:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T02:57:17.225-08:00</updated><title type='text'>vocabulário de novíssimos termos explicadistas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R39ihgcABAI/AAAAAAAAAlw/1_w07xK_0JA/s1600-h/IMG_2796.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151944826517718018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R39ihgcABAI/AAAAAAAAAlw/1_w07xK_0JA/s320/IMG_2796.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O explicadismo foi e é uma tendência praticada por mim e o pedro portugal desde 2003, do qual há uma quantidade enorme de obras e textos - este vocabulário é desses inícios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anagoritmo&lt;/strong&gt; – série de cálculos ou de enunciados que visam evitar um determinado resultado ou uma série deles (matemáticas apofáticas). Da mesma forma existe uma lógica cujos silogismos são encadeados de modo a não deduzirem ou provarem determinados factos, como por exemplo Deus, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Panomia&lt;/strong&gt; – termo empregue para designar uma multiplicidade de leis de carácter e origens distintos que apesar de por vezes entrarem em conflito em determinadas zonas o seu funcionamento local contribui e para o funcionamento global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metamorfisse&lt;/strong&gt; – representação transicional de formas de procedências diversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kairocronismo&lt;/strong&gt; – fracção de tempo favorável que se determina em função das variáveis Métis e Enthousiasmos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Synvalência&lt;/strong&gt; – propriedade de determinados termos cujos significado além de flutuante é acossado de polivalência (vulgar).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Axiofisismo&lt;/strong&gt; – encarnação ou adaptação de valores ou axiomas sem que estes necessitem de ser «conscientes» ou demoradamente reflectidos. Pragmatismo delirante ou inconsciente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Descomplexidade&lt;/strong&gt; – prática descomplexada de complexidades. Combinatória risomática de sequências stokausticas. Imprevisibilidade imanente a que corresponde uma deliberação aventurosa quer do domínio teórico quer das próprias tácticas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Homeonética&lt;/strong&gt; – sistema (raro) capaz de assimilar e entrar em acção nas situações post-paradoxológicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Abcisão&lt;/strong&gt; – capacidade de apreender e traduzir um sistema distinto, mesmo quando estranho ou adverso, utilizando quer a Mimética , quer a análise ou a cópia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mimética&lt;/strong&gt; – noção que une a mimesis à ética. Cada situação especifica exige uma atitude ética distinta. A mimética é uma percepção/absorção epidérmica das complexidades num conjunto de coordenadas espacio-multiversais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Multicrónica &lt;/strong&gt;– o que evolui continua ou descontinuamente ao longo de várias sequências temporais sem desaparecer completamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Variolética&lt;/strong&gt; – movimento do pensamento que consiste em multiplicar opiniões, asserções ou teses distintas, algumas vezes contraditórias, outras pontualmente convergentes, sem se dar ao trabalho de demonstrar qualquer relação estrita de vínculo ou adversidade (em oposição à dialética). A Variolética funciona perante uma «tese» como um conjunto de variações musicais: invertendo a tese, alterando o ritmo, a sequência, etc, mas mantendo o «tema» subjacente como núcleo obcessivo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Refuncionamento&lt;/strong&gt; – retoma de funcionamento de um organismo que no estado precedente parecia condenado a uma disfunção crescente ou desaparecimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Afectivicácia&lt;/strong&gt; – acção eficaz entendida como suplemento afectivo de um organismo. Regulação desses afectos através da regulação das carências e dos excessos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Endoirogeno&lt;/strong&gt; – Erupção erótica num corpo sem causas externas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Exoirogeno&lt;/strong&gt; – Clima ou pressão erótica sobre determinado corpo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Antropia&lt;/strong&gt; – Conceito da anti-termodinâmica (o universo está em reaquecimento e é não dispersivo, concentrando os seus espaços e as suas energias). Capacidade de um organismo se enriquecer, vitalizar e complexificar sem passar por um processo de entropia/neguentropia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Caosmocentrismo&lt;/strong&gt; – Noção (leibnitziana?) de que cada coisa ou «caosmos» se representa exactamente a si mesmo não deixando de representar o resto do mundo (tudo é espelho de tudo). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Alteregoísmo&lt;/strong&gt; – Propriedade de tornar determinados egoísmo altamente proveitosos para os outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Antidade&lt;/strong&gt; – O que é prévio a um ente. O clima que antecede a sua aparência e é já a sua presença. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Epistemotopias&lt;/strong&gt; – Os lugares do conhecimento. A epistemotopia explica como é que os espaços, a sua geometria e a localização dos sujeitos determinam a apreensão dos epistemas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Etnoperiferismo&lt;/strong&gt; – Tendência da maior parte das sociedades actuais para a desvalorização das suas tradições e culturas locais em função de uma cultura planetária, manipulada a partir de 2 ou 3 centros. Diáspora sem sair do território.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Extraínte&lt;/strong&gt; – Agente ou mecanismo que rouba a outro sistema as suas propriedades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Retardação&lt;/strong&gt; – Propriedade de um sistema se desviar dos fins a que pareceria estar configurado. Estes casos são também ditos fenómenos desteleológicos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Porosidade&lt;/strong&gt; – Zonas «fronteiriças» de sistemas complexos onde há permeabilidade ou contrabando, permitindo alterações de diverso tipo quer na «aparência» quer no «interior». &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Alavanca&lt;/strong&gt; – Palavra que designa uma acção forte e eficaz de poder. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ultrabilidade&lt;/strong&gt; – Capacidade invulgar de reacção, produção, regeneração, aprendizagem, etc. A ultrabilidade acontece em organismos que aparentam ligeireza e imaturidade. Conformação – Informação que entretém um sistema de forma a que pouco seja alterado (pan e circe). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Heterostasia&lt;/strong&gt; – Capacidade de um organismo gerir as desordens que vêm do exterior. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Heterosteticas&lt;/strong&gt; – Estéticas intermitentes e fragmentárias que contribuem para a reciclagem dos movimentos homeostéticos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fonogénese&lt;/strong&gt; – Nascimento por vibração. Ao contrário da morfogénese que designa a cristalização em formas, as fonogéneses diluem-se em ondas cada vez mais fracas. Embora haja uma aparente tendência da fonogénese para o silêncio, ela mantém o mundo num banho sussurrante de micro-ondas. Pelo contrário, as teorias antrópicas consideram que nos inicios é o silêncio e que que os universos estão no caminho irrediável para um ruído ensurdecedor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Multinstabilidades&lt;/strong&gt; – É o caso (assaz vulgar) de uma relativa estabilidade ameaçada por várias instabilidade de procedência e tipo distinto. Toda a estabilidade vive e é reciclada de multinstabilidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Co-dramatização&lt;/strong&gt; – Surge quando vários agentes co-organizam/desorganizam um acto de tal forma que esse sistema se consolida e a cooperação é alargada a outros sistemas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Interdisparidade&lt;/strong&gt; – Acção em que o heterógeneo é concertado em determinados movimentos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Retroinacção&lt;/strong&gt; – propriedade de bloquear ou suspender determinadas retroacções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Desrepresentação&lt;/strong&gt; – situação em que os representantes teatralizam metalinguisticamente (e comicamente) a sua própria teatralidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Samântica&lt;/strong&gt; – Ramo da semântica que investiga os sinais premonitórios (advinhação). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Liberomecanismo&lt;/strong&gt; – Mecanismo de um mecanismo cujas propriedades permitem que se livre do organismo dominador deixando em aberto a possibilidade de uma relativa autonomia ou de associação (ou integração) com outro organismo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Interarquia&lt;/strong&gt; – Conexões e alterações de co-relações entre diversos poderes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Alearquia&lt;/strong&gt; – sociedade em que as interarquias são extremamente frequentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Patática &lt;/strong&gt;– Táticas com características irrisórias nas quais os adversários são facilmente derrotados graças uma redução ao ridículo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Vagabilidade&lt;/strong&gt; – Diz-se de um sistema cujos dispositivos comunicativos não são aparentemente precisos. A vagabilidade tem também um sentido estratégico que designa a propriedade de transmissão aos aos sistemas adversos do menor número de informações fiáveis&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Zigurástica&lt;/strong&gt; – Todos o tipo de cómico-simbolismo proveniente da obcessão por zigurats.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Negantropia &lt;/strong&gt;– Possibilidade de uma antropia se entropisar, com ou sem neguentropias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Toleologia&lt;/strong&gt; – Lógica que permite notáveis avanços graças ao recurso à tolice. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Transindisciplinariedade&lt;/strong&gt; – Interacção de várias indisciplinas ou de sistemas indisciplinados. A transindisciplinariedade não pretende comprometer-se com nenhuma «compreensão do mundo» seja em que estado for, mas apenas desfrutar poeticamente as complexidades simultâneas que as indisciplinas permitem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;9=0&lt;/strong&gt; - Teoria rival e idêntica à de 6=0. Ao contrário desta última, que parte do pressuposto da Doxa do Ângulo Recto ( definindo o universo como cúbico, e utilizando analogias com o I Ching sobretudo na categorização em 64 mutações), o 9=0 parte do pressuposto que o universo é estruturado a partir de estruturas ternárias (o universo equilátero?): é a chamada Doxa do Triângulo Equitativo. Há para esta Doxa analogias com os nove rasas hindus ou com o Tai Hsuang Xing (livro obscuro do sec II a.c. mas só recentemente editado (1995) que estava previsto geometricamente no primeiro dos cadernos doxa e foi desenvolvido por Proença no inicio da década de 90). Existe também o bolismo (a Doxa da Curva Perfeita, desenvolvida por Brito e Vieira) cuja equação é 0=0. Segundo a lógica post-paradoxológica, a estas 3 doxas corresponde a expressão rigorosa 6=9=0. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-3937074539105814630?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/3937074539105814630/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=3937074539105814630' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3937074539105814630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3937074539105814630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/vocabulrio-de-novssimos-termos.html' title='vocabulário de novíssimos termos explicadistas'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R39ihgcABAI/AAAAAAAAAlw/1_w07xK_0JA/s72-c/IMG_2796.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-1874143346237762058</id><published>2008-01-05T01:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T02:10:52.382-08:00</updated><title type='text'>The Portuguese (segundo Pessoa)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R39W2gcAA8I/AAAAAAAAAlQ/n25VqU7Y5xE/s1600-h/fernandopessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151931993155437506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R39W2gcAA8I/AAAAAAAAAlQ/n25VqU7Y5xE/s320/fernandopessoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;The Portuguese are always making revolutions. When a Portuguese goes to bed he makes a revolution, because the Portuguese who awakes up the nex day is quite different. He is precisely a day older. Other people wake up every morning yesterday. Tomorrow is always several year away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They go so quick that they leave everything undone, including going quick.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo de anedótico no pensar a cada vez mais irrelevante «sensação» de ser português (de ter nascido por aqui e continuar ainda por cá). Há nestes textos de Pessoa um ar de manifesto, que com ligeiros cortes lhe retirariam aquela enfadonha armadura pseudo-lógica que lhe estrutura processualmente o raciocinio. Vou experimentar aqui um exemplo a partir de uma carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;What the movement called sensationism is?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We descend from three older movements : French «symbolism», Portuguese transcendentalist pantheism, and the jumble of senseless and contradictory things of wich futurism, cubism and the like are occasional expressions, though, to be exact, we descend more from the spirit then from the letter of these.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) From French symbolism we derive our fundamental attitude of &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;excessive&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;attention to our sensations, our frequent dealing in &lt;/em&gt;ennui&lt;em&gt;, in apathy, in renouncement before the simple and the sanest things of life.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) From the Portuguese transcendentalist pantheism we owe the fact that in our work spirit and matter &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;are interpenetreted and inter-transcended&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) As to our influences from the modern movement that embraces cubism and futurism we have &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;intellectualized their processes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. The decomposition of the model they realise we have carriede into what we believe to be the proper sphere of that decomposition - not things, but &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;our sensation of things&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;WHAT IS THE CENTRAL ATTITUDE OF SENSATIONISM?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1. The only reality in life is sensation. The only reality in art is &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;consciousness of sensation&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.There is no philosophy, no ethics and no asthetics even in art, whatever there may be in life. Ideas are sensations. &lt;strong&gt;No artist can believe or desbelieve ideas&lt;/strong&gt;. When he works he either believes and desbelieves, according to the thought that best enables him to obtain consciousness and give expression to his sensation of the moment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Art, fully defined, is the harmonic expression of our consciousness of sensations; that is to say, our sensations must be so expressed that they create an object wich will be a sensation to the others. &lt;strong&gt;Art is sensation &lt;span style="font-size:180%;"&gt;multiplied&lt;/span&gt; by consciousness&lt;/strong&gt; - multiplied, be it well noted.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. The principles of art are: &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;a) every sensation should be expressed to the full, that is, &lt;strong&gt;the consciousness of every sensation should be shifted to the bottom&lt;/strong&gt;; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;b) the sensation should be so expressed that it has the possibility of evoking the &lt;strong&gt;greatest possible number of other sensations&lt;/strong&gt;; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;c) the whole thus produced should have the greatest possible ressemblance to an organized being, because that is the condition of &lt;strong&gt;vitality&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am no longer what I was in the paragraphs above as I write this.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;If I am ever coherent, it is only as an incoherence from incoherence&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-1874143346237762058?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/1874143346237762058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=1874143346237762058' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1874143346237762058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1874143346237762058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/portuguese-segundo-pessoa.html' title='The Portuguese (segundo Pessoa)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R39W2gcAA8I/AAAAAAAAAlQ/n25VqU7Y5xE/s72-c/fernandopessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-5967190240661385262</id><published>2008-01-04T11:50:00.000-08:00</published><updated>2008-01-04T11:53:30.200-08:00</updated><title type='text'>note on homeoasthetics</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R36OpwcAA7I/AAAAAAAAAlI/MvfHttk7udg/s1600-h/IMG_1438.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R36OpwcAA7I/AAAAAAAAAlI/MvfHttk7udg/s320/IMG_1438.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151711871786550194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;6 = 0 was an exhibition that showed the attitude and the works of a bunch of 6 portuguese artists (Ivo, Fernando Brito, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel Vieira e Xana) that used to work together in the beginning of the eighties under the denomination of Homeoasthetic Movement – the group was characterized by an assumed old-fashioned and consciously  peripheric neo-neo-dadaist spirit, with lots of half-folkloric and fake-revolutionary manifestos, giving  unending performances of bad-pop-music or cagean concerts to wash-machines and castagnols, making more or less oniric super 8 movies, publishing ugly ironic magazines and painting also super-large-scale paintings. The notion of Homeoasthetics, if there is such a thing, is an aesthetic of Complexity, which integrates the ambivalences and the incongruence of life, in a dynamic process that tends to a revolucionary/reaccionary equilibrium (what a hell is that?). 6 = 0 means that the universe is perhaps a square and that the sum of all the 6 members of the group annihilates the unity. Their theatrical and ironic way of behaving was not suitable to the very serious local art world, and great part of their works, photos and theoretical statements was not available before. In the opening of the show there was a war tank and authentic soldiers from the period of the Portuguese Revolution at the entrance of Serralves Foundation, megaphones screaming slogans and manifestos in the gardens, a big cow was barbecued, and so on.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-5967190240661385262?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/5967190240661385262/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=5967190240661385262' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5967190240661385262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5967190240661385262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2008/01/note-on-homeoasthetics.html' title='note on homeoasthetics'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R36OpwcAA7I/AAAAAAAAAlI/MvfHttk7udg/s72-c/IMG_1438.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-1205811757803857738</id><published>2007-12-02T23:23:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T23:42:22.333-08:00</updated><title type='text'>ecletismo e sincretismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R1OzSYFEciI/AAAAAAAAAkA/IkmyNd1qCnY/s1600-R/arcimboldo19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139648728042598946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R1OzSYFEciI/AAAAAAAAAkA/dJzGCrTnOMk/s320/arcimboldo19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A «homeostética antes da homeostética» começou por ser um brado ou um slogan contra o &lt;strong&gt;ecletismo&lt;/strong&gt; através do &lt;strong&gt;sincretismo&lt;/strong&gt;. Não estamos bem a ver a diferença, dirão alguns. Mas é uma questão estética essencial - aquela que traça a linha entre o consumo passivo e a digestão crítica, ou, como na fábula do Manuel João Vieira, entre o bruto Sharkey o Polvo e o Ernesto o Ornitorrinco Honesto. É um pouco o sensus communis da arte versus as teorias especiais - &lt;a href="http://www.arpla.univ-paris8.fr/~canal2/archeo/cauquelin/"&gt;Anne Cauquelin&lt;/a&gt; chama a esse termo doxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;La doxa pour moi, ce n'est pas quelque chose de mauvais, c'est le paquet de tradition que nous avons dans la tête, et qui se trimbale comme il peut en s'habituant aux choses, en s'accoutumant. Il est d'ailleurs très malléable, parce qu'il attrape au fur et à mesure ce qui se passe, il les enfile dans une espèce de sac qui est remué. Ce que nous pensons de l'art, c'est ça. J'appelle cela une vulgate. Ce qui n'est pas du tout un terme péjoratif. C'est le mot pour désigner ce que nous avons le plus communément dans la tête quand il s'agit de l'art. C'est ce avec quoi, devant les objets, nous réagissons. C'est extrêmement prégnant. Il est vrai que je dis: il faudrait s'en séparer. Il faudrait faire autre chose, mais moi comme vous, comme le plus savant des historiens de l'art, et le plus pointu des critiques d'art contemporain, on a toujours les mêmes réactions devant les mêmes objets, et il n'y a rien à faire. C'est quelque chose de solidement ancré, très difficile à bouger. C'est cela comprendre.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi neste sentido que a Homeostética se constituiu com e contra a doxa dominante, criando outras noções deste termo mais perto do «original» Parmenidiano, e contra a simplificação deste termo pelos barthesiamos e os helenistas que tomam doxa como um termo já transfigurado por Platão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-1205811757803857738?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/1205811757803857738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=1205811757803857738' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1205811757803857738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/1205811757803857738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/12/ecletismo-e-sincretismo.html' title='ecletismo e sincretismo'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/R1OzSYFEciI/AAAAAAAAAkA/dJzGCrTnOMk/s72-c/arcimboldo19.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-5888328678749564887</id><published>2007-10-28T11:44:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T12:06:33.349-07:00</updated><title type='text'>Cancioneiro Explicadista do menino Eduardo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RyTdswpoGEI/AAAAAAAAAj4/de_kYgvoamE/s1600-h/mind3.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RyTdswpoGEI/AAAAAAAAAj4/de_kYgvoamE/s320/mind3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126466036897945666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Numa modesta homenagem ao grande e escarafunchissimo percursor (ò mestre)na secreta (de porca) cadeia pornoecológica (refiro-me òbviamenta a E. B., a propósito do qual o Alexandre Conefrey aguarelou recentemente um «Arrgh!»).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.B. (batarda para os inimigos, eduardo para os intímos?)introduziu o titulismo complexo de uma forma sistemática, referência obscura, marota, òbvia, piada particular, «trocalho» (años 70) - literatura que acompanha a «yarte» (como, por exemplo. em Kitaj, mas poderiamos recuar a Duchamp e outros marmanjos espirituosos). E.B. também é um extraordinário atractor de gralhas alheias, que se ajustam conspirando contra a sua boa imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso trata-se de forjar uma autobiografia rápida com referências à auto-estima erótica da nação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo aqui vai&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(romance experimental em titulos de pintura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Guide to Cowture (gaudemus!)&lt;br /&gt;2. Vortex Explicadista (virtús complicadista)&lt;br /&gt;3. Baba de Babel (Vavá de Marcelo)&lt;br /&gt;4. Mães de Manhe (Minhos de Mim)&lt;br /&gt;5. Traumatic trends in tantalizing totalitarism today&lt;br /&gt;6. Horror Minimalis (terror puritano)&lt;br /&gt;7. Demiurgia abscondita (fusões empresariais)&lt;br /&gt;8. Explicação das Massas à Arte (à putanesca (+ didactismo)&lt;br /&gt;9. Decomposição de Porneia by Julian Ratón (d’aprés Julio Pontinha)&lt;br /&gt;10. The Nacho Men (relleno)&lt;br /&gt;11. L.C.C.Q. (hot chocolate)&lt;br /&gt;12. D’aprés d’aprés quelque chose (hipernature morte)&lt;br /&gt;13. Orgias Conceptuais em Alcabideche (escabeche neo-situacionista)&lt;br /&gt;14. Claude Pornopop Von Lorrain &amp; Vilhena (suite pornoecologica)&lt;br /&gt;15. Boomerang Boom (representação cómica dos infernos)&lt;br /&gt;16. The Return of the Turner Prize (although I do not hope to win the Turner Prize again)&lt;br /&gt;17. Halt Couture (é pericoloso sporgersi)&lt;br /&gt;18. Estética Hespérica (logos spermatikos)&lt;br /&gt;19. Frique Fragmenta (fake folk)&lt;br /&gt;20. Enragé (aux dames citoyens!)&lt;br /&gt;21. Yoga para caramillos (toga para matraquilhos)&lt;br /&gt;22. Terno terrorismo (remembering Torremolinos)&lt;br /&gt;23. «Sempre quis ser um enfant terrible» (ora, ora!)&lt;br /&gt;24. Testamentos vetero-budonguianos (eternidade vaca)&lt;br /&gt;25. Hedoné (after all) and not dianoia (g’anda noia!)&lt;br /&gt;26. Rise and decay of imbecility (vide Vico)&lt;br /&gt;27. The remains of late conceptual art (mindscape)&lt;br /&gt;28. Danos co-laterais de excursões culturais&lt;br /&gt;29. Introduction to oblivion (não te escapas!)&lt;br /&gt;30. La Naturaleza es muy eclética (Diós, lo mismo)&lt;br /&gt;31. In The Seraglio with Confucius (chinoiserie)&lt;br /&gt;32. Carrilhões no beija-mão a Carrilho (saudosa guitarra guterrista?...pfff!)&lt;br /&gt;33. Elastic is better than classic (and even better than nature)&lt;br /&gt;34. Cabula Rasa  (Cabala de rasas)&lt;br /&gt;35. Beatriz Batarda (after Dante, o pedófilo) – uma vida novinha em folha&lt;br /&gt;36. Cozidinho português de artes (ou cataplana?)&lt;br /&gt;37. Minotauromaquias tretatéricas (minorias beatnicas)&lt;br /&gt;38. Irreversiveis (lições de pianismo isotérmico)&lt;br /&gt;39. Chic cheapness (double payed)&lt;br /&gt;40. Tronos &amp; Indeterminações (traumas &amp; turbilhões)&lt;br /&gt;41. Dez puros &amp; Pés Duros &lt;br /&gt;42. Modos de ver (e foder) o freguês&lt;br /&gt;43. O teu estilo é a minha forca (ton stylo c’est ma farce)&lt;br /&gt;44. Never Clever  (To much clever to be clever)&lt;br /&gt;45. Esperteza Saloia en su salsa (com alhinho)&lt;br /&gt;46. Bater a bota (abater a beta)&lt;br /&gt;47. Estafado (estufado!)&lt;br /&gt;48. Gaita de gota (a vida dá muitas multas)&lt;br /&gt;49. O cúzinho canalha da Europa (Samora Machel no cabo Espichel)&lt;br /&gt;50. Mafarrico Honesto (marafona funesta)&lt;br /&gt;51. É do Branquinho (da Fonseca)&lt;br /&gt;52. A mariquinhas (rua bizarra, lua bezerra)&lt;br /&gt;53. Édipus Titannus (vacas loucas, trevas louras)&lt;br /&gt;54. A moda do pisca-pisca e da piscanálise (Freud Pimba em 90 e tal)&lt;br /&gt;55. É coiso coiso (nhec nhec nhec nhec)&lt;br /&gt;56. O Calhambeque (quero buzinar)&lt;br /&gt;57. Gaitas de Folhos (gatas de folias)&lt;br /&gt;58. É fodido! (mas finório!)&lt;br /&gt;59. Morcão babélico (papão barbélico)&lt;br /&gt;60. Fisioigonomia (dar de caras com um cara)&lt;br /&gt;61. Méxicu (quina barreiras)&lt;br /&gt;62. O quéquinho da Bárbara (as quecas dos bárbaros)&lt;br /&gt;63. Odvidovinho (tapume em Los Angeles)&lt;br /&gt;64. Virtus (invitation to invention)&lt;br /&gt;65. Tirar a temperature (centigrados e Celsius)&lt;br /&gt;66. Supressionismo abstétrico (piruetas do piruças)&lt;br /&gt;67. Lolita na sanita (2) (Nabokov na Cova da Moura)&lt;br /&gt;68. Castilhão, o cortesão (Feliciano en su Castilho)&lt;br /&gt;69. Gingão ( laca, juke-box e festival da canção)&lt;br /&gt;70. Ólio sobre tôla (ou tóla) – pintura lambuzada em lambada&lt;br /&gt;71. Pasolini ( Mamma Mia e Papa Pio)&lt;br /&gt;72. Merda no Metro (renda retro)&lt;br /&gt;73. Josélito Cerquera (El Bimbo!)&lt;br /&gt;74. Pelos beicinhos (trazê-los sempre)&lt;br /&gt;75. O Grelinho Pelado (ou grilado e peludo?)&lt;br /&gt;76. Vêr pelo canudo (vir-se pelo carnudo (var.: cornudo))&lt;br /&gt;77. Onde está o buzilis (what’s up doc?)&lt;br /&gt;78. Descomplexado (desfiável e desconfiável)&lt;br /&gt;79. Antropologia Tripeira (antologia azeiteira (estrutural III))&lt;br /&gt;80. Pensamentos que te fazem artista (artes que te dizem «penso»)&lt;br /&gt;81. Macaquinhos do chinês (no sotão)&lt;br /&gt;82. De outro nivel (era o que faltava)&lt;br /&gt;83. Abonecado (biqueira de sapatos)&lt;br /&gt;84. Os prognósticos do despois (e as despesas das pensões)&lt;br /&gt;85. A modos que... (panegirico de uma célebre modista)&lt;br /&gt;86. O Código da Manicure (e da Madame Curie (vedantica))&lt;br /&gt;87. Apitó Cumboio (o pito do regime)&lt;br /&gt;88. The Devil is a Woman (a civilidade para meninas, não é, Marlene?)&lt;br /&gt;89. Coup de Foudre (estribilho joyciano)&lt;br /&gt;90. Anch’io son artolas (andaste a ler nos Astros ou nas Bolas?)&lt;br /&gt;91. Grande vaca (de estimação)&lt;br /&gt;92. Abochanado ( Mein Herr)&lt;br /&gt;93. Leite-creme (como só faz a avózinha)&lt;br /&gt;94. A bota com a perdigota (bater e não bater)&lt;br /&gt;95. Os alhos e os bugalhos (dar ou não dar)&lt;br /&gt;96. O cú com a cara (? ou não?)&lt;br /&gt;97. És mesmo quadrado (a propos d’un fameaux tableau)&lt;br /&gt;98. Stuzzicadenti (com pizzicatos)&lt;br /&gt;99. O Ouro do Reno e os Palitos de La Reine&lt;br /&gt;100. Mr. Natural na Brandoa (a quem doer!)&lt;br /&gt;101. A profanada marquesa (mijo de megera indomável)&lt;br /&gt;102. A esmolinha e o ceguinho ( la caja)&lt;br /&gt;103. Fingerprints (The Flinstones)&lt;br /&gt;104. Cosme (edições)&lt;br /&gt;105. Piranhas no Pireu (picanha no pneu)&lt;br /&gt;106. (classe alta em baixa) (laparoutos na lapa)&lt;br /&gt;107. Legião Portuguesa (sob a sombra de Beau Geste)&lt;br /&gt;108. O provincianista (e o cosmopoliteiro de Miranda)&lt;br /&gt;109. A Pintora Rosa (Pink Lassie, Punk Lessing)&lt;br /&gt;110. Overdrive (oldsmobile sutra)&lt;br /&gt;111. Cavalcanti (onde está a prima memória?)&lt;br /&gt;112. Os embaixadores (em Calavera de La Reyna?)&lt;br /&gt;113. Oxfordiano nú em Cabanas de Tavira (alguns refrões wittegensteinianos e certos feijões)&lt;br /&gt;114. Alcuíno (Aleluias)&lt;br /&gt;115. Pinto da Bota (Tinto da bosta)&lt;br /&gt;116. Olheirismo (caneladas e outras farras)&lt;br /&gt;117. Desvestimentos (majas desnudas, baja las bermudas)&lt;br /&gt;118. O que dá na veneta (e o que doi na venta)&lt;br /&gt;119. Romy, a Mulher-Leoparda (beurk! No comments!)&lt;br /&gt;120. Kaúlza (arriaga de porrada)&lt;br /&gt;121. Eduardo, Lapa ed io (sonetofilia 7)&lt;br /&gt;122. Broncó Bili (branca de neve e as sete citações)&lt;br /&gt;123. Ezra na prisa (maningancias malatestinas)&lt;br /&gt;124. Batatinhas fritas (baratinhas belgas)&lt;br /&gt;125. Os tempos que correm  (e os espaços que desistem)&lt;br /&gt;126. Folias pastora (Cyrano e o sicrano)&lt;br /&gt;127. Palestrina na latrina (oleo jacto est)&lt;br /&gt;128. Bera Ibéria (e tola Itália)&lt;br /&gt;129. Esquentamento &amp; espancamento (casuística)&lt;br /&gt;130. Bairro Alto (e pára o baile)&lt;br /&gt;131. O prepucio de Propécio (o catarro de Catulo)&lt;br /&gt;132. Resguardos próprios de um cavaleiro inducado como deve ser (disciplina sentimental)&lt;br /&gt;133. Imperial (mais uma...)&lt;br /&gt;134. Nhanhosa (nojenta)&lt;br /&gt;135. Saleros de Salieris (fandangos de fancaria)&lt;br /&gt;136. Os cão-pichas ( e as ratas de poche)&lt;br /&gt;137. Um Valium para messieur Voltaire (um supositório para a Madame Lacontesse)&lt;br /&gt;138. Maçonaria do tabaco (opus dei do tintol)&lt;br /&gt;139. Campeonato nacional de yo-yo (mau)&lt;br /&gt;140. Balada do homem-rã (de Brito, o Profeta)&lt;br /&gt;141. Colosso de Rodão (caliça de Rodin)&lt;br /&gt;142. Cadência perpétua (wagnerianismo minimalista)&lt;br /&gt;143. Camonismo, camionismo e comunismo (g’anda Camões!)&lt;br /&gt;144. O que é vital em Ravena (o que é fatal na faena)&lt;br /&gt;145. Burrito (ai burrito!)&lt;br /&gt;146. Saúdinha é que é preciso (plagios medicinais Couto)&lt;br /&gt;147. A arte de bem passar depressa a ferro (a mamã é que sabe!)&lt;br /&gt;148. Torresmos (a rodos)&lt;br /&gt;149. Merendinha (é de vómitos!)&lt;br /&gt;150. Roma, cidade aborto! (ou Pavia, em nenhum dia)&lt;br /&gt;151. Rafeirismo desobriga (nobreza desbraga)&lt;br /&gt;152. Pinga e apeneia (respiração assistida)&lt;br /&gt;153. Praceta da treta (virginia victorino)&lt;br /&gt;154. Suicidios por interpostas pessoas (ad hoc)&lt;br /&gt;155. Panqueca pateta (gofre)&lt;br /&gt;156. Marajás, marujos, maracujás (Cezarini no Santini)&lt;br /&gt;157. Vasos gagos (visas gagás)&lt;br /&gt;158. Absprexionism (autorretrato politonal em cancioneiro policial)&lt;br /&gt;159. Lisbon School (p’ra inglês ver)&lt;br /&gt;160. Trapalhadas sexuais (o bombeiro e o taberneiro)&lt;br /&gt;161. Figura de urso (factura de asno)&lt;br /&gt;162. Arenque furtado (ilhas Faroé)&lt;br /&gt;163. Lanchonete (garota junto a estádio)&lt;br /&gt;164. Ford Capri (c’est fini)&lt;br /&gt;165. Fox a trote ou a galope (Samantha meats Kosuth)&lt;br /&gt;166. Tangoso (Carlos Gardel sem gardol)&lt;br /&gt;167. Paneleirice (francesinha especial)&lt;br /&gt;168. Vilipendência (dependência bancária)&lt;br /&gt;169. Horta de arte (coscovilhices ajardinadas)&lt;br /&gt;170. Marmanjo, um tal (que conheci em tempos)&lt;br /&gt;171. Retrato na retrete (com paisagem ao fundo)&lt;br /&gt;172. As sisters da Cister (e o papá surrealista)&lt;br /&gt;173. Dar bandeira (rir a despregadas para as empregadas)&lt;br /&gt;174. Pepineira peninsular (um pepino breve)&lt;br /&gt;175. Propinas e propaganda (Agit Pop)&lt;br /&gt;176. Esquinas (equinócios)&lt;br /&gt;177. Primavera marcelista (mandrágora marxista)&lt;br /&gt;178. As ovas de Colombo (os ovários de uma ova)&lt;br /&gt;179. O chunga do ventoso (teoria do romance japonês)&lt;br /&gt;180. Tortilha schubertiana para mr. Rossini (truta com trufas)&lt;br /&gt;181. Sapateado (da turma da Mónica)&lt;br /&gt;182. Calçada portuguesa  com calçado português (campeão nos pés)&lt;br /&gt;183. El (Buñuel e Lissitsky)&lt;br /&gt;184. Tropa fandanga (a marchar é que a gente se entende!)&lt;br /&gt;185. Golpe de Sartre (enchidos «enxistencialistas«)&lt;br /&gt;186. Solitária (bicha)&lt;br /&gt;187. Cavalaria Rusticana (fanhosa)&lt;br /&gt;188. Higinus e descreminação (racismo?)&lt;br /&gt;189. Pés de atleleta (pús de aletheia)&lt;br /&gt;190. Escadarias de Odessa (em picadilho)&lt;br /&gt;191. Saldanha Sanches (o mártir maoísta)&lt;br /&gt;192. Tocar a finados (traques de finórios)&lt;br /&gt;193. Cara de um cú (os bifes, ça existe?)&lt;br /&gt;194. Sanjo (sapatilhas)&lt;br /&gt;195. Coelheira anti-modernista (arf! arf!)&lt;br /&gt;196. Shakira em Vila Franca de Xira (camp e campinos)&lt;br /&gt;197. Carmo y Trinidad (sempre a cair)&lt;br /&gt;198. Amor de Perdigão ( Madalena a seus pés)&lt;br /&gt;199. Amor de Salvação (grande barrete!)&lt;br /&gt;200. Curadorias (champô Duchamp anti-arte)&lt;br /&gt;201. Echarpe (de escape)&lt;br /&gt;202. De Arroios aos Anjos (ataque de nervos!)&lt;br /&gt;203. Réguas Molin (Edgar Morin)&lt;br /&gt;204. Respiração boca a boca (deixa-te de bocas!)&lt;br /&gt;205. Oligarquia na autarquia (de Antioquia a Antuérpia)&lt;br /&gt;206. O catano e o caneco (Fred Astaire)&lt;br /&gt;207. Estaline gorado (goraz estufado)&lt;br /&gt;208. Golpes baixos (altas cavalgadas)&lt;br /&gt;209. De profundis (perfume escatológico)&lt;br /&gt;210. A Madona da Madragoa (a mandona da Mouraria)&lt;br /&gt;211. Marraquexe e Massamá (Mallarmée e a missa de L’Homme Armé)&lt;br /&gt;212. Periferias artistica (patifarias autistas)&lt;br /&gt;213. Comédia de Deus (avé Cesar!)&lt;br /&gt;214. Marinheiros de garra (comandos de gorro)&lt;br /&gt;215. Luis Euripo (levar uma pêra e depois ir à rede)&lt;br /&gt;216. Os pastorinhos e o lontra (itenerário oitentão)&lt;br /&gt;217. Jaime Neves (obrigadinha p’lo brigadeiro!)&lt;br /&gt;218. Balada de Gil Paixão (el cheiroso)&lt;br /&gt;219. As ilusões aparecem (as parideiras aludem)&lt;br /&gt;220. Xissa penico (chapéu de Chanel)&lt;br /&gt;221. Green Acre (viver na campa)&lt;br /&gt;222. Estado do relvado (futebois em Fátima)&lt;br /&gt;223. A luneta de Tesauro (as barbas do barroco)&lt;br /&gt;224. Apre, òpera! (los hermanos Marx)&lt;br /&gt;225. O alienista (loucura no prego)&lt;br /&gt;226. A Santola satânica («também há pica-pau»)&lt;br /&gt;227. «É o bicho, é o bicho» («vou-te devorar, crocodilo eu sou!»)&lt;br /&gt;228. A bagunça dos braganças (restaurações)&lt;br /&gt;229. Os arrozes que te dou (e as arrofadas que te roubo)&lt;br /&gt;230. Os benefícios das dúvidas (e os malefícios das dívidas)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-5888328678749564887?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/5888328678749564887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=5888328678749564887' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5888328678749564887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/5888328678749564887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/10/cancioneiro-explicadista-do-menino.html' title='Cancioneiro Explicadista do menino Eduardo'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RyTdswpoGEI/AAAAAAAAAj4/de_kYgvoamE/s72-c/mind3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-7151293110359120747</id><published>2007-09-13T00:36:00.001-07:00</published><updated>2007-10-28T12:01:15.517-07:00</updated><title type='text'>Paradoxo do cretense (variações)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RyTccwpoGDI/AAAAAAAAAjw/eBR1kx9WVaI/s1600-h/francis_mathew_schutz_being_sick.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RyTccwpoGDI/AAAAAAAAAjw/eBR1kx9WVaI/s320/francis_mathew_schutz_being_sick.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126464662508410930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;todos os cretenses são mentirosos (diz o filósofo cretense)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todos os cretenses são mentirosos (diz o estrangeiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem todos os cretenses são mentirosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns cretenses são mentirosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só são mentirosos os cretenses que dizem que são mentirosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só não são mentirosos os cretenses que dizem que são mentirosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou mentiroso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;todos os homens são mentirosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguns homens são mentirosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem mente sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem mente às vezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem é uma mentira que serve para comunicar uma não-mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem não mente sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem não é uma mentira nem uma verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem mente e não mente, quer (por vezes) dizer a verdade, embora não consiga dizer a verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou e não sou mentiroso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu só sou mentiroso quando escrevo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu posso mentir no que digo mas o meu corpo não mente no que faz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mentir sem mentir é fingir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a linguagem não mente, finge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há hipotese da linguagem não ser mentirosa a hnão ser que se parta do proincipio que a linguagem é fingidora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o poeta é um fingidor (Pessoa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a poesia é um fingimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a poética é a teoria das ficções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;toda a teoria é uma ficção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;logo: a poética é a ficção das ficções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ars sine sciencia nihil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sciencia sine ars nihil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a aletheia sem o pseudos é nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aletheia me pseudos tipote estin (faltam as declinações)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;truth without liying is nothing&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-7151293110359120747?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/7151293110359120747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=7151293110359120747' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7151293110359120747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7151293110359120747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/09/paradoxo-do-cretense-variaes.html' title='Paradoxo do cretense (variações)'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RyTccwpoGDI/AAAAAAAAAjw/eBR1kx9WVaI/s72-c/francis_mathew_schutz_being_sick.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-237683090277125223</id><published>2007-06-17T01:14:00.000-07:00</published><updated>2007-06-17T01:35:20.489-07:00</updated><title type='text'>o paradoxo de inês toste proença</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RnTyQbCWYEI/AAAAAAAAABk/bFAcYQRe9Gg/s1600-h/289.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076949043902832706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RnTyQbCWYEI/AAAAAAAAABk/bFAcYQRe9Gg/s320/289.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;continuando as arrumações, encontrei um maço de poemas, meus, ou de «Alcino, o Alexandrino» - um livro de tricas e considerações morais, estilo «antologia grega», escrito entre 88-92 com muita maldicência e filosofia de permeio - sendo um livro «pseudomínico» é o mais biográfico nos pormenores de vidas, minhas e alheias. Dou um exemplo, fracote, se bem que Creon nuns casos seja um e noutros seja outro. Quem é (neste caso) Créon?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembram-se de um tal Creon&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;miserável na vida e mau poeta&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e para o qual o objectivo verdadeiro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;era ter fama, fêmas e dinheiro?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hábil parasita, mudou-se de ramo,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é hoje actor e tem outro amo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ao qual suga todo o ouro e comida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;enquanto aguarda a glória em vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem «conhecimento muito» e estratégias,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;está quasde a alcançar uns louros tais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que ele não os tendo, nos dá invejas -&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;mas o de amanhã fácil triunfo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é ao milimetro adiado. Que fado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que mais fará Creon? Que mecenas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;voltará, candido, a enganart?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E de actor em que é que se irá metamorfosear?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como suportará novas penas?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;a minha intenção era, porém, trasnscrever apenas este paradoxo infantil (da inês, minha filha)datado de 1 de Janeiro de 2004 que está transcrito a lápis no fim da folha:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;o que eu quero&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;é aquilo que eu ainda&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;não decedi&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-237683090277125223?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/237683090277125223/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=237683090277125223' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/237683090277125223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/237683090277125223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/06/o-paradoxo-de-ins-toste-proena.html' title='o paradoxo de inês toste proença'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RnTyQbCWYEI/AAAAAAAAABk/bFAcYQRe9Gg/s72-c/289.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-3364590898670585204</id><published>2007-06-16T09:24:00.000-07:00</published><updated>2007-06-16T09:30:21.782-07:00</updated><title type='text'>translating vieira</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RnQQB7CWYDI/AAAAAAAAABc/gT4JgBBrS7w/s1600-h/pai.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076700305166852146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RnQQB7CWYDI/AAAAAAAAABc/gT4JgBBrS7w/s320/pai.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;it's quite modern&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;it's old tune&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;it's balalaika (are we late?)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;it's barbecue (not so soon!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;encontrei isto na capa de um velho dossier - está longe de ser brilhante&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é a versão «bifana» do poema emblemático de Manuel Vieira&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é moderno&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é desusado&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é pandeireta&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é pato assado&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-3364590898670585204?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/3364590898670585204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=3364590898670585204' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3364590898670585204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/3364590898670585204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/06/translating-vieira.html' title='translating vieira'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RnQQB7CWYDI/AAAAAAAAABc/gT4JgBBrS7w/s72-c/pai.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-7297626663071510779</id><published>2007-03-24T12:24:00.000-07:00</published><updated>2007-03-24T12:34:35.488-07:00</updated><title type='text'>samadhi samba</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RgV85Rg8d7I/AAAAAAAAABA/yrbTVH3ga44/s1600-h/DSC01662.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045576280934479794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RgV85Rg8d7I/AAAAAAAAABA/yrbTVH3ga44/s320/DSC01662.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I am from the days when one valued that cliché of semiotics that we called, what a lark,“floating meaning” (taken from Barthes and other such sneaky rascals!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I like to keep my distance, without an aestheticising elegance either of an intentional art (O, realm of the obvious and the coded!) that stands on tiptoe in supposedly “political” or “poetic” explanations (note the inverted commas!), or of those inebriated by the ineffable and the roast sardines of the sublime (as art, the sublime has been bluff and rhetoric, from Caspar David Frederich to Rothko, and if possible beyond the latter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I prefer warmer, less gloomy and more tantric versions.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The exhibition is not thematic (to Hell with half-baked themes!), but is climactic. It is called Samadhi Samba because I am a devoted practiser of yoga (practice above all else, the rest is idle chat, or just idle!) and also because the imaginary Indies have been beating (drumming?) in my blood since my tender childhood days.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Large scale drawings, paintings(I would not go without this experience!) and somewhat sculptural installation counterbalance my previous exhibition at Lisboa 20, in which I scratched away at more immaterial and chaotic situations (via scanner) with a photographic appearance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The problems of the spaces are smuggled from medium to medium, but their fleeting coupling is diverse, and the nuptial spume is what is seen here. Chattering, emotion, backchat,murmurings, or as might be said by (see below) A. L., “apathy, trance, euphoria, revolt,anguish, serenity, etc.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I feel like calling up some travellers – Álvaro Lapa because the body, life, literature (and theory, even pretending that it isn’t) and other things are inseparable from that which we stubbornly call art (with a post-Nietzschean joy that is stronger and more aware that that of the Greeks); Marcel Broodthaers because he waves to me with an experience within an irony beyond irony; James Lee Byars and his occasionally performing and then sculptural pythagorism (but corrected in an ultra-profound version (sod transgression, it is an adolescent thing!), more and more deepening a “porno-ecology” in complexity (what is this?)); and also Richard Tuttle, for his kindness and captivating scruffiness.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-7297626663071510779?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/7297626663071510779/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=7297626663071510779' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7297626663071510779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/7297626663071510779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/03/samadhi-samba.html' title='samadhi samba'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/RgV85Rg8d7I/AAAAAAAAABA/yrbTVH3ga44/s72-c/DSC01662.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-746264379466934823</id><published>2007-03-07T01:58:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T02:25:40.016-08:00</updated><title type='text'>«o improfanável?»</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/Re6R-gGDUtI/AAAAAAAAAAc/xczFMkRUVf4/s1600-h/IMG_0668.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039125536027398866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/Re6R-gGDUtI/AAAAAAAAAAc/xczFMkRUVf4/s320/IMG_0668.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agamben remata, com o lirismo habitual que herdou de Heidegger, uma afirmação que não pode deixar de ser célebre: «a profanação do improfanável é a tarefa politica da geração que vem» - Agamben esquece-se que a «profanação» faz parte da estrutura do sagrado, e que é um acto cúmplice que o reforça. Não se percebe onde é que Agamben quer chegar. Julgo tratar-se de um combate «contra» a pornografia como se esta fosse um limite vazio do profano. A pornografia é muito mais a imagem do que os heideggerianos chamam o Ser, do que um fantasma maldito ou um esvaziamento gnóstico. O Ser, ou outros substitutos adequados ou inadequados como Deus, os deuses, o brahman e outras tretas verbais são, enquanto experiência do dominio da porneia - são experiência-essência, como diz o termo sânscrito &lt;em&gt;rasa. Raso vai sah&lt;/em&gt;. «O (absoluto) é sensação» (traduz Danielou). Mesmo quando é decepção. Mas a decepção, que na sexualidade é mais òbvia porque mais contrastante, resulta da imensa intensidade, não sei se profana ou sagrada... A nossa tarefa (o que vem, e o que se vem), e não a das gerações futuras (as que messianicamente hão-de vir não vindo nem deixando de (se) vir), é apenas o aprofundamento de uma pornoecologia - mais e melhor rasa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-746264379466934823?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/746264379466934823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=746264379466934823' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/746264379466934823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/746264379466934823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/03/o-improfanvel.html' title='«o improfanável?»'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/Re6R-gGDUtI/AAAAAAAAAAc/xczFMkRUVf4/s72-c/IMG_0668.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-8257509035619659769</id><published>2007-03-07T00:33:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T00:55:46.788-08:00</updated><title type='text'>o cadáver de baudrillard</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/Re588wGDUsI/AAAAAAAAAAU/wxEwWcA591U/s1600-h/audrillard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039102416218444482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/Re588wGDUsI/AAAAAAAAAAU/wxEwWcA591U/s320/audrillard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Provávelmente Baudrillard era apenas um simulacro que pastava cinicamente no jogo sujo das hipersimulações que tudo devoram. A morte de Baudrillard é tão fria quanto a de Sade - não dá para verter lágrimas. É um dos pensadoes mais anti-sentimentais de sempre, e nesse sentido é francês até à nausea, com uma elegância demasiado chique e irritante. Nunca senti simpatia pelo Baudrillard. Ele foi fundamental no mundo da arte em meados dos anos 80 - o seu mais conhecido divulgador foi Peter Haley que conseguiu conciliar o Baudrillard com o Foucault que este odiava. Sim, para J.B. a arte de agora (e talvez a de sempre) era nula, no que tem alguma razão. Mas o fantasma de Baudrillard, menos americanizado, acabará por me visitar muitas vezes. A sua figurinha atarracada e algo ridicula é mesmo a de alguém em busca de um enigmático agigantamento. Apesar de tudo, Baudrillard como estereotipo, amigável adversário e personagem de banda desenhada teórica acabará por me inspirar, como já o fez no passado. Da bomba que ele gostaria de ser, vamos poassar a recordá-lo como traques. Il faut bander, sourtout aprés et sans Baudrillard!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-8257509035619659769?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/8257509035619659769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=8257509035619659769' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8257509035619659769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8257509035619659769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/03/o-cadver-de-baudrillard.html' title='o cadáver de baudrillard'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/Re588wGDUsI/AAAAAAAAAAU/wxEwWcA591U/s72-c/audrillard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-8216302734070315540</id><published>2007-03-04T11:58:00.000-08:00</published><updated>2007-03-07T01:24:31.844-08:00</updated><title type='text'>el provincianismo homeosestético</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/ReslmTybLAI/AAAAAAAAAAM/sSYYl1rccvo/s1600-h/contenere-tamen-1984web.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5038161948221058050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/ReslmTybLAI/AAAAAAAAAAM/sSYYl1rccvo/s320/contenere-tamen-1984web.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois o grande e «cosmopolita» Cerveira Pinto, em debate transcrito no catálogo da exposição de Serralves sobre os anos 80 faz a sintomática referência aos Homeostéticos, que até acaba por ser simpática, referindo-nos como algo que foi provinciano até ao fim. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora tenhamos sido, quanto ao ideal provinciano das «internacionalizações» (em busca de um lugarzito no ranking entre os quase 500 primeiros do mundo), menos significativos do que outros tímidos heróis nacionais, também fomos a versão mais conscientemente crítica do «fenómeno» buscando alternativas internacionalisticamente nativas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O importante é perceber em que medida a questão do «provincianismo» é significativa na forma de nos distanciarmos deste ideal «estrangeirado» tão enraízado nas elites portuguesas há pelo menos 500 anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sintomáticamente a 2ª exposição homeostética chamava-se «um labrego em Nova Iorque», e a última significativa, Continentes, jogando com estereotipos do imaginário tuga. Uma exposição mostrava a envergonhada aculturação e o flirt labrego com a lógica da galáxia espampanante do art world (tilt!), a outra reencenava atrevidamente o mundo com um filtro paródico aos mitos expansionistas (ò ingénuos quintos-impérios) e ao decrépito legado das mitologias salazaristas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa perspectiva miserabilista, à la Batarda, diria que somos um país muito pequenino, com um mercado de arte francamente ridículo. Falar de boom de mercado nos anos 80 só se foi no Porto, aqui por Lisboa praticamente não pingou – trata-se de invenção de historiadores dos anos 90(com um habitual ressentimento e nostalgia de não ter curtido «la movida»). Houve foi um boom de divulgação na imprensa escrita, coisa que hoje escasseia para quem quer que seja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém colocamos a questão do provincianismo e da «falta» de identidade desta nossa comunidadedezinha em termos muito semelhantes a que a fez notávelmente o Caetano Veloso (entre outros?). Não falar do que somos e fomos é ignorar uma situação sociológica e antropológica que existiu (e existe) e que nalguns aspectos mudou muitíssimo, mas noutros permanece com os seus estigmas e mentalidades. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É certo que também fomos e somos internacionais, internacionalistas (o mais possivel) e internacionalizados (um bom bocado) ou internacionalizáveis (será?). Não estamos entre os 500 primeiros, mas também não fizemos por isso. Deu-nos para outras coisas, ou então não tivemos pedalada... o que é o mais provável! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas registe-se a incapacidade de o meio que nos está mais «aqui» ser pouco mais do que ecos de modas dominantes. É certo que nos repugna o lado exibicionista dos espanholismos da arte que nos é mais próxima geográficamente. Por isso o que se vai produzindo por cá parece cada vez mais germânico e timidamente americano (apesar das internetes que nos oferecem o resto do mundo e mil e uma oportunidades de sermos bem mais «diferentes»), depois de enterrado o figurino francês. Sim, assumimos o provincianismo, na mais cosmopolita das perspectivas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ailariloléla!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-8216302734070315540?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/8216302734070315540/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=8216302734070315540' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8216302734070315540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/8216302734070315540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2007/03/el-provincianismo-homeosesttico.html' title='el provincianismo homeosestético'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_eF9eu81Tq5c/ReslmTybLAI/AAAAAAAAAAM/sSYYl1rccvo/s72-c/contenere-tamen-1984web.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116328838997511911</id><published>2006-11-11T15:21:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:37.730-08:00</updated><title type='text'>«pornoecologia» segundo os italianos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/Casa%20di%20Dionisio1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/Casa%20di%20Dionisio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O termo pornoecologia já existe pelo menos desde a publicação em 92 de um livro italiano sobre as pornochachadas da televisão (em que a itália é pródiga), e o termo, julgo, também deve ter sido usado por Braudillard (ai o safado!). Não temos nada a ver com esses gajos. A nossa perspectiva é oposta. A pornoecologia é uma ecologia dos dissimulacros e não uma submissão cínica (com orgulho teórico) à hipersimulação. A simulação é característica dos anos 80: consumo passivo. O uso que Braudillard faz é distinto, por exemplo, do de Deleuze que é neo-nietzchiano e anti-platónico. Mas há uma imprecisão em Deleuze que temos que corrigir socorrendo-nos de filosofos setecentistas como Acceto. É a mentira que se sabe mentira, e que como tal não mente que nos salva do simulacro totalitarista que implica a aceitação de qualquer versão platónica da vida - por isso a «honesta» dissimulação tem um fundo ecológico nas 3 formas típicas de mimetismo já categorizadas desde à muito por Callois: camuflagem, dissuasão e travestismo. É nesta última categoria dionisíaca/shivaísta que nos enquadramos, porque é nela que a sexualidade é evidente e se emancipa como transito, tal como Tirésias mudando serpentinamente de sexo. Não podemos separar Tirésias de Dionísio, porque ambos são versões do mesmo fundo ambivalente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116328838997511911?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116328838997511911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116328838997511911' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116328838997511911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116328838997511911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/pornoecologia-segundo-os-italianos.html' title='«pornoecologia» segundo os italianos'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116327225584979459</id><published>2006-11-11T10:45:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:37.599-08:00</updated><title type='text'>Internet will become obsolet in a near future</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/0,1020,429599,00.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/0%2C1020%2C429599%2C00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internet will become obsolet in a near future? Yes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, enquanto o desconhecido não nos surpreende «tecnológicamente»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet já nos oferece, se a isso nos dermos trabalho, a possibilidade de organizarmos Metamuseus e Metabibliotecas (literárias e sonoras assim como cinematecas) com a maior das facilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena queixarmo-nos dos museus, eles já aí estão, em nossas casas, misturando-se com o nosso habitat. Desde há 3 anos que concentro em apenas um DVD (para já) informação visual (doxa) e literária (paradoxa) que difícilmente encontraremos concentrada nalgum museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/peacock2001white.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/peacock2001white.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A televisão de alta defenição e a alta velocidade telemática de acesso dão-nos cada vez mais a possibilidade de dispormos de imagens e sons de alta defenição que tornam as nossas orelhas e olhar cada vez mais exigentes - ao contrário da antiga televisão que aviltava sonora e visualmentos os nossos sentidos. Isto introduz uma exigência na qualidade dos programas e das imagens que antes era bárbaramentte mascarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta melhoria de qualidade começará a alterar a nossa percepção cinemática. O perigo vem da inércia e de alguns aspectos desincarnantes resultantes da passividade e imobilidade do corpo. Por outro lado a alta defenição acentua o caracter «pornográfico» e hiperrealista das coisas (não há diferença essencial entre pornografia e hiperrealismo para mim). A maquilhagem é cada vez mais difícil de disfarçar e iremos passar de uma situação hipocritamente pornográfica (hoje os conteúdos são pornolixeira) para uma sexualização mais doce, lenta, aberta e menos ostensivamente violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas mudanças alastram à paisagem e ao comportamento. A televisão já era parte do nosso corpo e do nosso environment. Tive uma experiência hospitalar horrivel à 12 anos atrás com uma centena internados no mesmo quarto a ouvirem simultaneamente vários canais de rádio e televisão (não, não era nenhuma peça de John Cage!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas.. esta internet e tecnologias acutilantes tornar-se-ão obsoletas em breve. Qual será a próxima fronteira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116327225584979459?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116327225584979459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116327225584979459' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116327225584979459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116327225584979459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/internet-will-become-obsolet-in-near.html' title='Internet will become obsolet in a near future'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116324048064706656</id><published>2006-11-11T02:09:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:37.461-08:00</updated><title type='text'>babelizando</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/3I00072.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/3I00072.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dever-se-iam criar novos diccionários para a produção massiva e caótica de palavras que se estão criando neste momento? Se é certo que algumas linguas vão desaparecer, estamos a flutuar num turbilhão de palavras sincréticas que são novas que não podemos absorver senão através de motores de busca ou de interesses decisivamente particulares. Há uma ecologia babelica nesta sobreabundância. Sim, porque continuamos a comunicar normalmente, apesar da net se ter finneganado - o seu todo é um pesadelo, o seu uso extremamente produtivo. A net é um environment monstruoso, cvonstiruuida sobretudo por lixo vivo e àgeis sentimentos (o bloggismo introduziu ainda mais emoções ao rubro fácilmente acessíveis). Eis o que a Times (de Londres) publicou há uns meses atrás:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Internet “has changed English more rapidly than any invention since paper,” said Ben MacIntyre in the London Times. Literally thousands of new words are invented every month, most of them on the Web, and most by non-native speakers. Hybrid words coined by, say, Chinese or Hindi speakers are moving inexorably into the mainstream. By November of this year, the language will log its 1 millionth word. That’s 10 times the number of words in French. The last time such profusion occurred was during Shakespeare’s time, when “the rapid absorption of new terms and ideas through exploration, colonization, and science enabled a great flowering.” The Bard himself invented around 1,700 words, including “besmirch,” “anchovy,” “shudder,” and “impede.” In our own time, George Bush has given us “misunderestimate.” Even this tradition-bound newspaper has contributed: Last year, we reported that there was a Bantu word ilunga, meaning “a person who is ready to forgive any abuse for the first time, to tolerate it a second time, but never a third time.” Turns out there was no such word in Bantu. But thanks to the bloggers who discussed our article, “it exists now in English.” &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116324048064706656?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116324048064706656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116324048064706656' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116324048064706656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116324048064706656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/babelizando.html' title='babelizando'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116323861017211606</id><published>2006-11-11T01:35:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:37.329-08:00</updated><title type='text'>from PARNASUM OBSCENUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/0,1020,727863,00.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/0%2C1020%2C727863%2C00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ecology&lt;br /&gt;as theory&lt;br /&gt;is really&lt;br /&gt;out of control&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;environment&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;postponed&lt;br /&gt;desire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fuck the flop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;claude&lt;br /&gt;lorrain&lt;br /&gt;goes to&lt;br /&gt;hollywood&lt;br /&gt;tomorrow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fresh utopias&lt;br /&gt;bring&lt;br /&gt;happiness&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;play&lt;br /&gt;the pop,&lt;br /&gt;pimp!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;burocracy&lt;br /&gt;roars&lt;br /&gt;in the&lt;br /&gt;press&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;what we&lt;br /&gt;need&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;an art&lt;br /&gt;form&lt;br /&gt;to an art&lt;br /&gt;failure&lt;br /&gt;(not&lt;br /&gt;love&lt;br /&gt;anymore)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;we love&lt;br /&gt;sexy&lt;br /&gt;godesses&lt;br /&gt;forever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;weekend&lt;br /&gt;interactionism&lt;br /&gt;is good&lt;br /&gt;for sex&lt;br /&gt;and&lt;br /&gt;religion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trust&lt;br /&gt;in your dog&lt;br /&gt;like god&lt;br /&gt;trusts me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;become&lt;br /&gt;the plant&lt;br /&gt;in the mind&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;shake&lt;br /&gt;the shock&lt;br /&gt;and shape&lt;br /&gt;the show:&lt;br /&gt;business&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;low&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;if you are&lt;br /&gt;out&lt;br /&gt;failure&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;certain,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;if you are&lt;br /&gt;in&lt;br /&gt;sucesse&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;kin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/Untitled-19.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/Untitled-19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you need&lt;br /&gt;a good&lt;br /&gt;nickname&lt;br /&gt;in order&lt;br /&gt;to be&lt;br /&gt;the number&lt;br /&gt;one&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;give me&lt;br /&gt;a peace&lt;br /&gt;for a chance&lt;br /&gt;or change&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;knoweldge&lt;br /&gt;is a blind&lt;br /&gt;lover&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fame = fake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;what you&lt;br /&gt;say&lt;br /&gt;with the&lt;br /&gt;same&lt;br /&gt;is not&lt;br /&gt;what i say&lt;br /&gt;whith the&lt;br /&gt;same&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;stronger&lt;br /&gt;than&lt;br /&gt;paradise&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;to have&lt;br /&gt;bubs&lt;br /&gt;in&lt;br /&gt;the brains&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;so&lt;br /&gt;beautiful&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;wild&lt;br /&gt;as&lt;br /&gt;a will&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;before&lt;br /&gt;the Word:&lt;br /&gt;the abyss&lt;br /&gt;of&lt;br /&gt;the kiss&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;become&lt;br /&gt;what you&lt;br /&gt;will&lt;br /&gt;never&lt;br /&gt;be&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;although&lt;br /&gt;I do not&lt;br /&gt;hope&lt;br /&gt;to win&lt;br /&gt;the Turner&lt;br /&gt;prize&lt;br /&gt;again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bloom&lt;br /&gt;as&lt;br /&gt;a metaphor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;flirt&lt;br /&gt;with&lt;br /&gt;the&lt;br /&gt;raw&lt;br /&gt;chaos&lt;br /&gt;forever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;memory&lt;br /&gt;is a blind date&lt;br /&gt;with&lt;br /&gt;the past&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;trust&lt;br /&gt;in oblivion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bring&lt;br /&gt;the&lt;br /&gt;body&lt;br /&gt;back&lt;br /&gt;from&lt;br /&gt;reality&lt;br /&gt;to&lt;br /&gt;the&lt;br /&gt;boldness&lt;br /&gt;of&lt;br /&gt;life&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;calypso&lt;br /&gt;reshapes&lt;br /&gt;your&lt;br /&gt;body&lt;br /&gt;for&lt;br /&gt;the next&lt;br /&gt;non stop&lt;br /&gt;party&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;the master&lt;br /&gt;mind&lt;br /&gt;buddha&lt;br /&gt;view&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cosmos&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;dirty&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/0,1020,429603,00.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/0%2C1020%2C429603%2C00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serenity&lt;br /&gt;is&lt;br /&gt;a boom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;life&lt;br /&gt;brings&lt;br /&gt;you&lt;br /&gt;back&lt;br /&gt;from&lt;br /&gt;the&lt;br /&gt;deeds&lt;br /&gt;of&lt;br /&gt;the&lt;br /&gt;deads&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;your&lt;br /&gt;hand&lt;br /&gt;writes&lt;br /&gt;the&lt;br /&gt;nakedness&lt;br /&gt;of&lt;br /&gt;God&lt;br /&gt;beautifully&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ornement&lt;br /&gt;frees&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116323861017211606?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116323861017211606/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116323861017211606' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116323861017211606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116323861017211606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/from-parnasum-obscenus.html' title='from PARNASUM OBSCENUS'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116316496419378653</id><published>2006-11-10T05:13:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:37.202-08:00</updated><title type='text'>1/81 = BABEL</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/Homeost??tica-1986.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/Homeost%3F%3Ftica-1986.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A imagem do post anterior é significativa do Topos Budonguiano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BABEL ou BUDONGA é quase o mesmo (confluência sincrética de anti-citações, lixeira/recicladora liberalizante de todo o lixo civilizacional)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1/81 = 0,01234567901234567901234567901234567901234567901234567901234etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É surpreendente o 8 estar ausente. Temos o eterno retorno dos mesmos com a sábia elisão do oito. Haverá mais números assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116316496419378653?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116316496419378653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116316496419378653' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116316496419378653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116316496419378653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/181-babel.html' title='1/81 = BABEL'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116314749864259941</id><published>2006-11-10T00:30:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:37.015-08:00</updated><title type='text'>Novos passos pornoecológicos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/BABEL.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/BABEL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quartos vazios com arte «ecológica» ou «povera» e outras ambientalices permanecem uma atitude submissiva e pré-museológica. As galerias parecem hospitais que preparam os funerais das retrospectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras de arte, sobretudo quando estão nas galerias, já são um simpático compromisso com o mundo burguês, a alta finança e a indústria museológica. Precisamos de um compromisso pornoecológico para além de qualquer simulacro de contestação ou evasão desses compromissos inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abstracção é o cadáver sintonizado de uma meditação desencarnante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emoções são digeridas enquanto preparam as palavras que as absolvem e as domesticam num «sentido».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há determinadas palavras que nos lançam olhares escorregadios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que pensar a ecologia e a jardianagem a partir do facto de que a natureza também é poluição – os desiquilibrios ecológicos podem provocar quert destruições quer novas possibilidades de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de arte contenta-se com os seus factos implosivos que preparam como microrupturas as restantes convulsões e catástrofes da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afundamo-nos no modo como nos pulverizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carácter essencial da natureza é o tempo – o convite permanente à degradação e a restaurações diferidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da arte deve ser polilético e patafísico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As categorias fraudulentas tornam os artistas mais comerciais e puros. Só uma categoria qure seja assumidamente fraudulenta devolve o artista às categorizações fluidas da natura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emotividade de um artista afina a sua perceptividade e vice-versa, quer ele se deleite no horror das micro-catástrofes em que se deleita a sua actividade, quer ele seja um criador projectual embrenhado em literatura de divulgação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artistas não se limitam a pastar no seu território, mas também não conseguem ir muito mais além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada homem ociedentalizado está condenado a transformar-se numa obra de arte auto-reciclável. Mesmo depois de morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras mais banais tornam-se febris em contextos mais pretenciosos e abanam preciosamente os caudais dos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os curators são apenas domesticadores que se aproveitam da inércia organizacional dos artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa substituição da experiencia do tempo e do espaço baseia-se numa noção da matéria enquanto mantra progressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História hoje é um fortuito palimpsesto de residuos biográficos manipulados por lacaios académicos de um poder que cada vez é mais eco dos imperativos da comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é «representativa», e nisso pouco difere do tempo. São os museus que introduzem a «abstracção» ao oporem uma pseudo-eternidade aos avatares temporais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos por uma arte que faz confluir em si o quatidiano, mas numa prespectiva imanentista e relutante em abstrair-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A monumentalização é inevitável, mesmo nos casos que a contestam radicalmente – temos que aceitar a monumentalização como uma prega que nos devolve através do passado nacos do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem nunca é literal e procura biológicamente a polissemia para sobreviver – para isso recorre às errâncias metafóricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem ocorre sempre que nela ocorremos embriagadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As linguagens atravessam-nos as cabecinhas e transpiram demasiado, sobretudo quando julgamos que as temos cá dentro bem fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mutações inerentes à publicidade e às redes de comunicação mudaram a escala dos nossos pensamentos mais tímidos – agora procuram ecos planetários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros são muitas vezes uma intromissão bio-processual que nos convidam a reformar o resto e a mudar de rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que tudo está em estado de devir museu, estes deviam ser desdomesticados rápidamente, como uma selva em festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os procedimentos da natureza não seguem padrões razoáveis – podem ser prudentes ou imprudentes. A natureza costuma ter alguma «razão», mas nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caracter inacabante da natureza faz com que tudo o que nos entregamos seja uma forma de art in progress.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jardins são como os jardins zoológicos, só quer sem animais – domesticação vegetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos as obras de arte são consumíveis pela sociedade. A natureza não nega em si o caracter mercantil da artephysis. Ao natural comércio da natureza e das coisas não se pode contrapor um caracter anti-mercantil porque este é anti-ecológico.&lt;br /&gt;Os parques são residuos simpáticos (embora leofilizados) de natureza que nos dão vontade de fornicar com ela mais plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões de forma e intencionalidade são apenas condimentos para o entusiasmo pornoecológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita é um espectro das representações que se deleita em negá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nos dogmas e no non-sense algo apetecível e demente que nos dá vontade de divertir, para além de um poensamento prudente e infectado de hipercomplexidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos medo de ser controlados, quer artisticamente, quer de outras formas supostamente conscientes. Na verdade a vida é sempre intoxicação, e como tal há um controlo divino ou burocrático. Mesmo o Nada é intoxicante. Por isso preferimos uma predação delirante o mais plural possível, passando pelas monomanias e vivendo-as a alta velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os curators tentam apropriar-se ingénuamente das obras de arte como se estas fossem dotadas de intencionalidades particulares e especiais e se destinassem a servir de polémicas em sociedades secretas. As obras de arte apenas são fábulas ruminantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os museus são pálidos escravos das suas ardentes intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras tornam-se inadequadas sempre que os contextos são relutantes em aceitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza só acalma parcialmente e acende germanicas nostalgias onde é fria – a natureza tem as suas estações e revela-se temível nas efevrescências tropicais e primaveris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suburbanizamo-nos galopantemente. Mas da entropia dos suburbios está a nascer uma neguentropia que pode por as paisagens em estado de erecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os museus são filhos dos minimalismos – afastaram-nos puritanamente da versão sexualizada onde a arte gostava de cohabitar que era o palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são processos hibridamente mentais, e as mentalidades tamvbém são comparticipadas por uma lixeira de coisas que se querem encarnar em novas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há metáforas radicais, custe o que custar – a radicalidade é apenas a ilusão de uma hiper-excitabilidade metafórica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116314749864259941?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116314749864259941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116314749864259941' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116314749864259941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116314749864259941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/novos-passos-pornoecolgicos.html' title='Novos passos pornoecológicos'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116307349123278301</id><published>2006-11-09T03:27:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:36.875-08:00</updated><title type='text'>pornoecological steps to a world wild pornoecology</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/sculpture08.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/sculpture08.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a passo. Para uma mundialíssima e selvagem pornoecologia. Selvagem como des-domesticada. Sélvaticamente culta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pornoecologia tem na arte portuguesa alguns percursores: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Lapa, nos seus Campésticos, no seu híbridismo assumidamente joyciano, no gosto pelo rasca dos bas-fons, no assumir a desordem rimbaldiana do espirito («Barulheira») - sexualidade com «campo» &amp; complexidade. Alegorismo : interface sexualizada dos textos com as imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Batarda, como pornografo assumido(anglo-latino), como exageta radical e pasrodista autofágico - um caso exemplar de como povoar a arte mais subtil, requinta, eliptíca, hiperintertextual com as mais desconcertantes «caralhices» (ai credo!). É a pornoexcelência (mas sem cacas campestres - o drama batardiano é uma espécie de sindroma esquizoanal). Mas,ò Batarda, quanto te admiro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)Ecologismo tantrico de Alberto Carneiro, também com excursões já «pornoecológicas» (fornicar tantricamente com uma pedra!). Carneiro é lírico e é visceral, quase préhistórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)Pseudo-ecologismo de Joaquim Rodrigo. Não sei porque incluo o Rodrigo. Será por causa de uma suposta «ecologia» mental e dos materiais? Apetece-me incluir o Rodrigo. Pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/Kultur1962JoaquimRodrigo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/Kultur1962JoaquimRodrigo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há belos textos sobre a tradição «pornográfica» na pintura, como o do Sexo e o Pavor do Pascal Quignard. É um texto um pouco melâncólico. A edição ilustrada é bela. Mas as imagens seriam melhor introduzidas por um filme fracote de Fellino  que é o Satiricon, ou pelos textos greco-latinos de Petronio, Apuleio, Luciano, Catulo, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há uma tradição de arte «environmental» ou de «gardening». Robert Smithson é o nome maior, mas há toneladas de gajos a fazer disto, desde os walking artists como o Richard Long aos tipos mais sonsos da Arte Povera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Portugal é outro dos exemplos de uma «environmental art», mas o críticos e historiadores tugas andam demasiadamente destraídos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116307349123278301?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116307349123278301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116307349123278301' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116307349123278301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116307349123278301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/pornoecological-steps-to-world-wild.html' title='pornoecological steps to a world wild pornoecology'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116301636068910001</id><published>2006-11-08T12:01:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:36.614-08:00</updated><title type='text'>a arte é loura, a vida é bera</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/16.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/16.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte é loura, a vida é bera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Deus não pode estar em toda a parte criou a merda para que a gente se farte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O macaco não se masturba de fraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que rema no sentido contrário tem que inventar o seu próprio diccionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gargalhada de crocodilo provoca cheia no Nilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens criaram os deuses para serem seus criados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos esboços do que tememos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros resultam do excesso de esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Língua de forcado faz pegas idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de discussão deixa quieto o ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perseverança também dá cambalhotas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem mais de quatro patas consegue percorrer caminhos por onde não anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coaxar das rãs não deixa dormir as mamãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um elefante que ponha ovo é lacaio de Moscovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queres beber a beleza come-me primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As marcas do chicote desaparecem no bigode do filosofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vestígio das ofensas fazem tendas nos desertos do sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camelo também engana a caravana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças crescem como uma conspiração secreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o faquir tropeça pode cortar a garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um animal que mente fala mais que uma sogra doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os relógios têm brancos broncos para os consultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem tempo de sobra tem mais margem de manobra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lobo do mar tem litros de lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos demasiada instrução para a nossa impaciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se priva de prazeres parva-se de afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nunca urra depressa emburra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esquece no alterne não altera infortunios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem é mais saboroso que uma hiena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor e o ódio são maus padrastos dos cinicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é avaro gosta de percorrer demasiadas vezes o mesmo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espreme-se uma esponja, mas não se exprime uma monja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher é um empréstimo, a prestações, da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprudência da juventude cria demasiados calos na maturidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os pensamentos caiem na sopa há sempre um fiscal fatal que lhe mete a colher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca que não prova prefere ao beijo a sova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Deus endurece amolecem-nos os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bebes vinho, dormirás quentinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem veste a justiça não é chique a valer e ao banquete prefere a missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender a esquecer é mais dificil do esquecer de aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza das mulheres regressa sempre...noutras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sofrimento partilhado não multiplica alegrias em cima do telhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agradecimento é uma humilhação cínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elogios de amigo são ecos que só fazem festas no ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formar um casal é unir divergências eternas numa guerrilha desigual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marido cornudo come pudins no entrudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem guarda a lingua no sotão tem orelhas de sultão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coração de canário está na idade do armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher de cirurgião esconde pérolas sob o roupão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio de uma mulher não nos deixa ver-lhe os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negócios só se misturam com putas e vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belas palavras até oleiam espingardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar manteiga não a torna mais meiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança prefere a atenção à consolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem engana uma vez, só engana mais duas ou três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raposa não aprecia ranso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoar ofensas é preterir vinganças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia qualquer não é um dia qualquer nem qualquer dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver, é crer, mas com algumas reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conceito é provérbio desfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último amor ainda é mais cego que o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor cego tem muito tacto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dissimula alimenta-se de contrariedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãos frias, luvas geladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor e pobreza? nem boa cama, nem sobremesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116301636068910001?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116301636068910001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116301636068910001' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116301636068910001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116301636068910001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/arte-loura-vida-bera.html' title='a arte é loura, a vida é bera'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-116291800621601590</id><published>2006-11-07T08:33:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T13:19:36.314-08:00</updated><title type='text'>dirty nature</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/veg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/veg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;estudar-praticar a natureza é ir para a cama com o corpo de uma grande mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nature is what she is - amoral and persistent&lt;/em&gt; (Stephen Jay Gould)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os impressionistas iam para o campo - dizia com pronuncia nortenha um meu professor atrazado mental. Não precisamos de ressuscitar o «bom selvagem», nem temos que ir militantemente para o campo à procura de algo verdadeiramente genuino, desconspurcado, natural e banalmente verde. Praticamos a artephysis como um fluxo que gosta das singularidades e das multiplicidades, mais e mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;In order for something to become clean, something else must become dirty&lt;/em&gt; (Imbesi's Conservation of Filth Law)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpa é a morte. E mesmo o fogo que os sacrificadores antigos tanto veneravam como elemento purificador (ò etimologias boas para tias!) apenas faz chegar ao faro das divindades a nojeira que eles se comprazem a devorar através do fumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, adeus ò mito da pureza campestre - é através de um compromisso cada vez mais persistente com a boa natura que nos apercebemos que o devir é, e sempre foi, pornoecológico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-116291800621601590?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/116291800621601590/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=116291800621601590' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116291800621601590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/116291800621601590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/11/dirty-nature.html' title='dirty nature'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-115497168469368387</id><published>2006-08-07T10:18:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T13:19:36.210-08:00</updated><title type='text'>primeira página</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/P-91.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/P-91.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Budonga foi escrito de jacto, como uma má prosa surrealista ou beat. Esta primeira página foi glosada e variada por mim em meia dúzia de versões seguintes ao longo de vários anos. Budonga é o trajecto que nos leva da vida tediosa para uma harmonia selvagem. Variante do Heart of Darkness de Conrad e da Alice no País das Maravilhas, diria um critico banalis. Pois claro! É certo que este é um esforço narcísico de reeditar a experiência de escrita de Budonga. Primitivismo histérico? Desejo de evasão? Patétice alucinogénia? Ou cartografia xamânica de um imaginário feito de palimpsestos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-115497168469368387?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/115497168469368387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=115497168469368387' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115497168469368387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115497168469368387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/08/primeira-pgina.html' title='primeira página'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-115494850261758943</id><published>2006-08-07T03:37:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T13:19:36.036-08:00</updated><title type='text'>pantanos aéreos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/Untitled-1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/Untitled-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Esta é uma imagem de tipo budonguiano retratando os pantanos aéreos feita em 1985.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-115494850261758943?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/115494850261758943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=115494850261758943' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115494850261758943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115494850261758943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/08/pantanos-areos.html' title='pantanos aéreos'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-115494672564183005</id><published>2006-08-07T03:19:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T13:19:35.896-08:00</updated><title type='text'>de budonga ao explicadismo</title><content type='html'>Budonga  iniciou conscientemente o já referido filão Pornoecológico. Mais tarde esse filão ficou consolidado através da «Teoria Babel» e do triângulo MÉTIS/KAIROS/ENTHOUSIASMOS, de que em breve falaremos. Vale a pena consultar o catálogo 6=0 que acompanhou a exposição sobre a Homeostética na Fundação de Serralves. É na sequência dessa exposição que há uma tentativa de voltar a reunir os homeostéticos num projecto chamado HOMEOSTÉTICA TROPICAL, cuja dominante é o TRETATERISMO. Pedro Portugal desenvolveu alguns destes príncipios em artigos publicados no diário económico, no período politico de treta que foi o «consulado» Santana Lopes. Hoje EXPLICADISMO/TRETATERISMO/PORNOECOLOGIA são um triângulo de pesquisas que desenvolvem por conta própria os príncipios estonteantes da moribunda homeostética.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-115494672564183005?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/115494672564183005/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=115494672564183005' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115494672564183005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115494672564183005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/08/de-budonga-ao-explicadismo.html' title='de budonga ao explicadismo'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-115477888555044158</id><published>2006-08-05T04:45:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T13:19:35.706-08:00</updated><title type='text'>neo-canibalismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/Untitled-6a.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/Untitled-6a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Budonga é de 1984. Knossos é de 1983. No entanto tudo começou com o &lt;strong&gt;neo-canibalismo&lt;/strong&gt; em finais de 1981, inicios de 1982. A Homeostética, designação de um grupo de artistas e movimento que integra e desintegra os amigos adjacentes, nasceu como eventual publicação neo-canibal («o orgão genital do movimento neo-canibal») e tornou-se a face histórica desta pulsão primaveril, artistica e outras estupidezes semelhantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-115477888555044158?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/115477888555044158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=115477888555044158' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115477888555044158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115477888555044158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/08/neo-canibalismo.html' title='neo-canibalismo'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-115477746702155339</id><published>2006-08-05T03:59:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T13:19:35.529-08:00</updated><title type='text'>doçura ascética</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/selvagem-1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/320/selvagem-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A frase de abertura da novela Budonga diz algo assim «entrou em mim uma doçura ascética». A doçura ascética contrapõe-se à eternidade-vaca. A história de Budonga abre o caminho para algumas tentativas de PORNOECOLOGIA. Mas há uma história de Manuel João Vieira que precede, como clima de inspiração, Budonga. O texto não tem título. KNOSSOS? O texto de M.V. é um texto terrivelmente pornoecologico. Eu vi Vieira escrevê-lo numa espécie de transe em casa da minha mãe. Os olhos reviravam-se e o escritor babava-se. O texto é «adolescente», fragmentário, descontínuo. Entre o Decameron, o Mickey Spilane e um texto surrealista. A vegetarianização do pensamento (ou o desejo de nomadização dos vegetais) está aí presente num diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enquanto uns fazem a sesta, outros filosofam:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;– “És um velho imbecil, Heraklion!És um recalcado, um egomaníaco depressivo, a tua sisudez é feita de sacrifícios estéreis, és estéril, chato, saem-te arbustos das costas, e folhas do nariz. Além disso, és verde. Estás cada vez mais vegetal e as tuas teorias criam caruncho. Hão-de apodrecer ao sol brilhante de uma nova era em que as borboletas voem sem cinto de segurança.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Podes falar, eucalipto, mas não podes negar que a tua aparente volúpia é feita de tijolos de concreto. És desleal, pois eu fui o teu mestre e um bom pupilo não se revolta contra o seu professor. Sou bem mais douto do que tu. Rio-me das tuas transmutações alquímicas, que só conseguem excitar as mentes de uns escassos mentecaptos de luxo, que não tiveram suficiente carinho na infância. É verdade que sou verde mas tu és castanho e, como eu, estás pegado ao chão por bifurcadas raízes. Do teu cabelo, que parece um emaranhado de lentilhas, surgem setas de várias cores, mas cada um aponta para um lado. És feio, Eucalipto.” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Nisto surge Gabriela. Ouvindo a discussão começa a despir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Que é isto?!” – dizem os filósofos em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriela brinca com os seus opulentos seios e exibe escandalosamente o seu entre as pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Raios!” – diz Heraklion (ou Hetaklion?) – “Tenho de fazer qualquer coisa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Mas o quê?” – diz Eucalipto – “Estamos presos pelas raízes da nossa própria sabedoria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Porque é uma sabedoria cretina.” – diz Gabriela – “Apesar de todo o vosso saber, não podem sair daí e vir cumprir o vosso papel natural.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Bolas, Heraklion! Arranquemos estas raízes que nos prendem!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– “Impossível, meu colega. Estamos deveras presos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coro: – “Amo esta mulher. O seu corpo de curvas subtis esvoaça com leveza e o seu cabelo tem ondas como o mar. Navego. Navego no seu olhar de uma luz infinita e sinto cada vez mais perto a eclosão do caos. As suas apetecíveis coxas brilham ao sol e reflectem o meu rosto deleitado de tanto respirar e cheirar essa mulher. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-115477746702155339?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/115477746702155339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=115477746702155339' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115477746702155339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115477746702155339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/08/doura-asctica.html' title='doçura ascética'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30979838.post-115477319109444214</id><published>2006-08-05T03:10:00.000-07:00</published><updated>2006-11-13T13:19:35.387-08:00</updated><title type='text'>O que é budonga?</title><content type='html'>Budonga é uma piada, uma «novela», uma cadeia de montanhas no oeste/sudoeste doUganda, uma povoação no Malawi (Karonga Central), uma região administrativa no Quénia (em Kakanega?), um grito de guerra homeostético, um projecto de filme de F. Brito, um mantra eficaz (comprovado por mim) e pouco mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30979838-115477319109444214?l=budonga.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://budonga.blogspot.com/feeds/115477319109444214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30979838&amp;postID=115477319109444214' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115477319109444214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30979838/posts/default/115477319109444214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://budonga.blogspot.com/2006/08/o-que-budonga.html' title='O que é budonga?'/><author><name>budonga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01325737258465973708</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/2273/3333/1600/pedro_proenca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
